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    Europa e EUA anunciam que bancos russos estão fora do sistema Swift

    Em comunicado divulgado na noite deste sábado (26), países lançaram pacote de medidas econômicas em retaliação à guerra promovida pelo governo de Vladimir Putin

    Fábio MunhozJoão Pedro Malarda CNN

    em São Paulo

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    A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou durante pronunciamento no início da noite deste sábado (26) que bancos russos selecionados foram excluídos do sistema global de pagamentos, o Swift. A medida é uma retaliação ao governo do presidente Vladimir Putin, que nesta semana iniciou uma invasão contra o território da Ucrânia.

    “Vamos paralisar os ativos do Banco Central da Rússia. Isso vai congelar as transações e vai tornar impossível para o Banco Central para liquidar ativos. E, finalmente, vamos proibir os oligarcas russos de utilizarem seus recursos financeiros em seus mercados”, disse von der Leyen.

    A representante da comissão disse ainda que “todas essas medidas devem danificar a capacidade de Putin de financiar sua guerra” e que “elas também terão impacto erosivo em sua economia”. “Putin abraçou um caminho para destruir a Ucrânia, mas o que ele está fazendo, na verdade, é destruir o futuro de seu próprio país”, finalizou.

    “Primeiro, nos comprometemos a garantir que os bancos russos selecionados sejam removidos do sistema de mensagens Swift. Isso garantirá que esses bancos sejam desconectados do sistema financeiro internacional e prejudiquem sua capacidade de operar globalmente”, diz trecho de comunicado divulgado também neste sábado pelos líderes da Comissão Europeia, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos.

    A segunda medida anunciada pelo grupo foi a imposição de uma restrição que impedirá o Banco Central da Rússia de utilizar suas reservas internacionais de forma a prejudicar o impacto das sanções.

    “Terceiro, nos comprometemos a agir contra as pessoas e entidades que facilitam a guerra na Ucrânia e as atividades prejudiciais do governo russo”, acrescenta o comunicado.

    Por fim, os líderes da Europa e dos Estados Unidos garantiram que lançarão na semana que vem uma força-tarefa que garantirá a implementação das sanções financeiras, identificando e congelando os ativos de indivíduos e empresas sancionadas.

    “Como parte desse esforço, estamos comprometidos em empregar sanções e outras medidas financeiras e de execução contra funcionários e elites russos adicionais próximos ao governo russo, bem como suas famílias e seus facilitadores para identificar e congelar os ativos que detêm em nossas jurisdições”.

    Especialista considera que expulsão da Rússia do Swift é “importante”

    Em entrevista à CNN neste sábado, o professor da FAAP Carlos Gustavo Poggio afirmou que a decisão dos países ocidentais “é algo importante”.

    “A Alemanha estava um pouco reticente em aprovar e aprovou. Uma das questões fundamentais da guerra é o fator tempo. Isso vale para tudo, e a rapidez com que os países ocidentais tomaram essa decisão é importante, porque pega o Putin de surpresa”.

    Segundo ele, o movimento trata a questão da Rússia “com a seriedade que merece”, mas ainda é preciso aguardar para ver a extensão dos danos que a suspensão trará para a economia a russo.

    “A gente sabe que o Putin não vai parar de fazer suas ações por causa de sanção. Não há sanção que faça o Putin mudar de ideia, mas essas sanções vão certamente começar a impor custos significativos para a Rússia”, avalia, destacando que é a primeira vez que esse tipo de sanção atinge um país da importância da Rússia.

    Ao mesmo tempo, a medida “sinaliza o fim de ambiguidade da Alemanha. É um momento que marca a virada na política externa alemã desde o final da Segunda Guerra Mundial”.

    Poggio também afirma que a medida pode acabar obrigando a China a “não ficar em cima do muro”, e demonstrar algum apoio concreto à Rússia. “A China vai absorver as perdas que a Rússia eventualmente vai ter? Qual será o papel da China? Isso é muito importante”.

    Japão discutirá novas sanções

    O Japão coordenará de perto com seus pares do G7 a decisão de impor mais sanções contra a Rússia, disse o ministro das Relações Exteriores, Yoshimasa Hayashi.

    “Devemos responder de olho no impacto nos mercados financeiros, bem como nos movimentos dos países ocidentais”, disse Hayashi em um programa de televisão, quando questionado sobre a posição do Japão em excluir os bancos russos do sistema Swift.

    Ucrânia agradece sanções financeiras

    A Ucrânia declarou que “está grata” pela última rodada de sanções financeiras impostas à Rússia pelos Estados Unidos e seus aliados, disse o primeiro-ministro Denys Shmygal em um post no Twitter na manhã do domingo.

    “Obrigado aos nossos amigos… pelo compromisso de remover vários bancos russos da Swift” e pela “paralisação dos ativos do banco central da Rússia”, disse ele.

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