Dois soldados russos se declaram culpados em novo julgamento de crimes de guerra

Promotores pedem que Alexander Bobikin e Alexander Ivanov sejam presos por 12 anos por bombardeios em Kharkiv; veredito está previsto para 31 de maio

Assentamentos civis destruídos após ataques da Rússia em Kharkiv, no dia 3 de março de 2022
Assentamentos civis destruídos após ataques da Rússia em Kharkiv, no dia 3 de março de 2022 tate Emergency Service of Ukraine/Anadolu Agency via Getty Images

Pavel Polityukda Reuters

em Kiev

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Dois soldados russos capturados se declararam culpados, nesta quinta-feira (26), de bombardear uma cidade no leste ucraniano, no segundo julgamento de crimes de guerra sobre a invasão russa na Ucrânia.

No julgamento no tribunal distrital de Kotelevska, no centro da Ucrânia, os promotores estaduais pediram que Alexander Bobikin e Alexander Ivanov fossem presos por 12 anos por violarem as leis da guerra.

Um advogado de defesa pediu clemência, dizendo que os dois soldados estavam cumprindo ordens e se arrependeram.

Bobikin e Ivanov, que estavam em uma caixa de vidro reforçada, reconheceram fazer parte de uma unidade de artilharia que disparou contra alvos na região de Kharkiv da região de Belgorod, na Rússia.

O bombardeio destruiu um estabelecimento educacional na cidade de Derhachi, disseram os promotores.

Os militares, descritos como um motorista de artilharia e um artilheiro, foram capturados depois de cruzar a fronteira e continuar o bombardeio, disse o gabinete do procurador-geral.

“Sou completamente culpado dos crimes dos quais sou acusado. Disparamos contra a Ucrânia”, disse Bobikin ao tribunal em um processo que foi transmitido ao vivo.

Pedindo para não receber a pena máxima de prisão, Ivanov disse: “Eu me arrependo e peço a redução da pena”.

A audiência durou menos de uma hora. O veredito está previsto para 31 de maio.

Um tribunal ucraniano condenou um soldado russo à prisão perpétua na segunda-feira por matar um civil desarmado.

A Rússia disse que não tinha informações sobre o julgamento e que a ausência de uma missão diplomática na Ucrânia limitava sua capacidade de prestar assistência.

Muitos outros julgamentos desse tipo são esperados tanto na Ucrânia quanto na Rússia, que negou alvejar civis ou envolvimento em crimes de guerra.

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