É muito cedo para desenvolver um plano de governo para o pós-conflito em Gaza, diz Casa Branca

Porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby disse que quaisquer planos no futuro serão feitos em estreita consulta com os parceiros regionais após o fim do conflito

Betsy Klein, da CNN
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Ainda é muito cedo para formular um plano de governo para Gaza enquanto Israel continua a montar sua ofensiva terrestre, disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, nesta quarta-feira (8). No entanto, ele acrescentou que quaisquer planos no futuro serão feitos em estreita consulta com os parceiros regionais após o fim do conflito.

Kirby repetiu os comentários feitos pelo secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que disse que Israel não pode ocupar Gaza, mas "pode ​​haver necessidade de algum período de transição no final do conflito".

“O governo em Gaza tem de ser algo em que todos pensamos cuidadosamente aqui no pós-conflito. Obviamente, não podemos permitir que seja como o que aconteceu em 6 de outubro com o Hamas no controle”, disse Kirby em entrevista à CNN.

Ele acrescentou: “Seria um erro Israel tentar reocupar Gaza. Tem de haver uma solução diferente, um conjunto diferente de governo e princípios de governo, e teremos de trabalhar em conjunto com os nossos parceiros para descobrir isso.”

Esses comentários foram feitos depois que o presidente israelense, Benjamin Netanyahu, disse no início desta semana que Israel terá a responsabilidade geral pela segurança em Gaza por um “período indefinido”.

Kirby reconheceu que deve haver um período após o fim do conflito “em que as forças israelenses provavelmente ainda estarão em Gaza e terão responsabilidades iniciais de segurança”, mas disse que era muito cedo para prever a duração e a escala dessas responsabilidades.

Ele disse que haverá “conversas significativas com os parceiros na região”.

“Sabemos o que não queremos ver em Gaza pós-conflito. Não queremos ver o Hamas no controle. Não queremos ver uma reocupação por parte de Israel. Mas o que veremos, o que queremos ver, acho que ainda estamos pensando nisso… Teremos que ter conversas diplomáticas com pessoas da região para resolver isso”, disse ele.