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    Eleições na África do Sul: pesquisa Atlas indica que partido de Mandela perderá maioria após 30 anos

    Levantamento aponta que os governistas do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) devem conquistar o voto de 37% dos sul-africanos

    Mulher vota em seção eleitoral de Soweto, em Joanesburgo, nas eleições mais acirradas da África do Sul desde o fim do Apartheid.
    Mulher vota em seção eleitoral de Soweto, em Joanesburgo, nas eleições mais acirradas da África do Sul desde o fim do Apartheid. https://www.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2024/05/GettyImages-2155141119.jpg

    Léo Lopesda CNN

    em São Paulo

    A África do Sul vai às urnas, nesta quarta-feira (29), para as eleições mais acirradas desde o fim do Apartheid, em 1994.

    Uma pesquisa realizada pela AtlasIntel aponta que os governistas do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) devem perder a maioria que detém há três décadas na Assembleia Nacional. No sistema político do país, o Parlamento será responsável por nomear o próximo presidente.

    Segundo a Atlas, o partido que tem o ex-presidente Nelson Mandela como símbolo deve conquistar o voto de 37% dos sul-africanos.

    “O MK, apoiado pelo ex-presidente Zuma, aparece em terceiro com 14,3%, tirando votos tanto do ANC como do EFF, que tem 11,6% das intenções de voto”, destaca a empresa.


    Em entrevista ao CNN Novo Dia nesta segunda, o head de Risco Político da Atlas, Yuri Sanches, apontou como o ANC deve passar “a ter que negociar com coligações, partidos menores e até com a oposição para tentar manter esse domínio que acontecia antes”.

    A pesquisa deixa claro a queda de popularidade do partido em meio a casos de corrupção, desemprego crescente, cortes de energia e crescimento econômico fraco da África do Sul.

    De acordo com a Atlas, “58,5% dos sul-africanos avaliam o desempenho do governo atual como ruim ou péssimo, e 43,4% veem o legado do ANC como negativo, enquanto apenas 20,4% o consideram positivo”.

    À CNN, Sanches faz a ressalva que a queda das intenções de voto do ANC não se traduziu em um crescimento muito expressivo da oposição.

    “A corrupção é um grande fator [para isso]. A imagem dos políticos está muito desgastada, então não existe uma confiança nos eleitores de que as opções da oposição são muito melhores”, comentou.

    “É possível até que o ANC tenha um desempenho um pouco melhor do que a nossa pesquisa. Por conta da memória das pessoas, do partido ter ficado tanto tempo no poder e ter uma base política muito forte. Ainda assim, temos uma previsão de que ele perderá a maioria e terá que compor com outros partidos”, completou..

    A pesquisa da Atlas entrevistou virtualmente 2.308 eleitores sul-africanos entre os dias 25 e 28 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais e para menos. O nível de confiança é de 95%.