Eleições EUA: número de votos antecipados passa dos 90 milhões neste sábado

O índice que já representa cerca de 65% do votos totais em 2016

Reuters
31 de outubro de 2020 às 17:21 | Atualizado 31 de outubro de 2020 às 17:24
Mãe leva filho à sessão de votação em Greenville, na Carolina do Norte
Foto: Jonathan Drake - 08.nov.2016 / Reuters

Mais de 90 milhões de americanos já votaram na eleição presidencial do país até este sábado (31), de acordo com dados de votação nos estados.

Com a campanha em fase final, o presidente Donald Trump e seu rival democrata, Joe Biden, fizeram campanha em todo o país para tentar influenciar os poucos eleitores indecisos restantes.

Faltando três dias para o fim da campanha, o elevado número de votos antecipados, que já representa cerca de 65% do votos totais em 2016, reflete o intenso interesse pela escolha do próximo presidente dos Estados Unidos.

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As preocupações sobre a exposição ao novo coronavírus em locais de votação, que podem estar mais cheios em 3 de novembro – dia oficial das eleições –, também aumentaram o número de pessoas que votam pelo correio ou nas primeiras seções eleitorais.

Enquanto a contaminação do novo coronavírus aumenta no país, Donald Trump escolheu passar os últimos dias da campanha de reeleição criticando funcionários públicos e profissionais médicos que estão tentando combater a pandemia.  

As pesquisas de opinião mostram que Trump está nacionalmente atrás do ex-vice-presidente Joe Biden, mas com uma disputa mais acirrada nos estados mais competitivos que decidirão a eleição. Os eleitores dizem que o novo coronavírus é sua maior principal preocupação.

Neste sábado (31), em um pequeno comício em Newtown, Pensilvânia, Trump zombou de seu oponente por suas críticas ao histórico de combate do governo à Covid-19, que matou mais pessoas nos Estados Unidos do que em qualquer outro país no mundo.

"Eu assisti Joe Biden falar ontem. Tudo o que ele fala é 'Covid, Covid'. Ele não tem mais nada a dizer. 'Covid, Covid'", disse Trump à multidão, que tinha vários membros sem máscara. 

O presidente afirmou que os Estados Unidos estão "a apenas algumas semanas" da distribuição em massa de uma vacina segura contra o novo coronavírus, que está aumentando a capacidade dos hospitais e matando até mil pessoas nos Estados Unidos a cada dia. Trump não deu detalhes para corroborar sua fala sobre uma vacina iminente.

Em campanha no meio-oeste na sexta-feira (30), o republicano disse falsamente que os médicos ganham mais dinheiro quando seus pacientes morrem da doença, com base em suas críticas anteriores a médicos como o Dr. Anthony Fauci, o maior especialista em doenças infecciosas dos EUA. 

Do outro lado, Biden acusou Trump de desistir da luta contra a doença, que matou quase 229 mil americanos, e o criticou por seus comentários sobre os médicos.

“O que diabos há de errado com esse homem? Desculpe minha linguagem. Mas pense nisso. Ele pode acreditar nisso porque não faz nada a não ser por dinheiro”, disse Biden durante um comício realizado neste sábado (31) em um drive-in de Flint, Michigan, junto com o ex-presidente Barack Obama.

Em seus argumentos finais, Biden acusou Trump de ser um valentão e criticou sua falta de estratégia para controlar a pandemia, seus esforços para revogar a lei de saúde Obamacare e seu desrespeito pela ciência sobre as mudanças climáticas.