Biden diz não precisar fechar a economia e defende uso de máscaras nos EUA

Presidente eleito se comprometeu a se vacinar em público contra a Covid-19 e a estimular aos americanos que façam o mesmo

Da CNN, em São Paulo
03 de dezembro de 2020 às 21:36 | Atualizado 03 de dezembro de 2020 às 23:51
 

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta quinta-feira (3) que tanto ele quanto a vice-presidente eleita, Kamala Harris, estão dispostos a tomar em público a vacina contra a Covid-19, com a intenção de encorajar os americanos a fazerem o mesmo.

Biden e Kamala foram entrevistados pelo âncora da CNN Jake Tapper, nesta que é a primeira entrevista conjunta dos dois após a vitória nas eleições presidenciais (assista acima).

Na entrevista, Biden afirmou que pretende ter Anthony Fauci, especialista médico muito criticado pelo presidente Donald Trump, como um de seus principais conselheiros. O presidente eleito afirmou que, tão logo Fauci referende um imunizante contra o novo coronavírus, ele e Kamala serão imunizados.


 

"Queremos ser um modelo. Quando a vacina for declarada como segura, quando Fauci disser isso, com certeza tomaremos, e falaremos que é segura", disse Joe Biden.

O presidente eleito disse não acreditar que precisará fechar a economia americana novamente, mesmo diante da alta dos casos de Covid-19, e fez um apelo para que os americanos utilizem máscaras de proteção individual.

Assista e leia também:

Biden nomeará ex-conselheiro de Obama para coordenar combate à Covid-19
Joe Biden apresenta equipe econômica
Ainda sem reconhecer derrota, Trump já sinaliza que pode tentar voltar em 2024

"É preciso usarmos máscaras. É importante que nós, presidente e vice, façamos um apelo nacional para uso de máscaras principalmente em transportes. Minha inclinação é primeiro - vou pedir para as pessoas usarem máscara por 100 dias, não para sempre. E com certeza veremos diminuição de casos", disse Biden.

Perdão

Kamala Harris, que foi procuradora-geral do estado da Califórnia, afirmou que o governo democrata não irá adotar posições políticas a respeito da condução do Departamento de Justiça. Ela e Joe Biden foram questionados sobre possíveis perdões que o presidente Donald Trump pode conceder nas suas semanas finais no cargo.

"Não falaremos para o Departamento de Justiça como fazer seu trabalho. E eu digo isso como ex-procuradora-geral eleita na Califórnia, qualquer decisão do Departamento de Justiça deve ser baseada em fatos e na lei, não deve ser influenciada por política", afirmou Kamala à CNN.

O presidente eleito Joe Biden prometeu escolher pessoas que decidam de forma independente quem é ou não processado. Em uma ironia a Trump, Biden disse que não pretende comentar nas redes sociais questões do Departamento de Justiça.

"Você não verá na nossa administração esse tipo de abordagem com os perdões, uma abordagem de fazer política com tweets. Será uma forma totalmente diferente de abordar o sistema de justiça", disse o presidente eleito.

*Com informações de Dan Merica, da CNN