Em meio a protestos, serviço secreto pede que imprensa se retire da Casa Branca

Ação ocorreu enquanto manifestantes tentavam derrubar a estátua do ex-presidente Andrew Jackson

Manifestantes fazem passeata no sábado (6) em direção à Casa Branca em protesto contra a morte de George Floyd
Manifestantes fazem passeata no sábado (6) em direção à Casa Branca em protesto contra a morte de George Floyd Foto: Lucas Jackson/Reuters

Da CNN

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A equipe da CNN e os demais jornalistas que cobrem a Casa Branca foram informados pelo serviço secreto dos EUA para deixarem imediatamente as dependências da sede do Executivo norte-americano nesta segunda-feira (22).

A ação ocorreu durante um protesto em andamento no Lafayette Park, em frente à Casa Branca, onde manifestantes tentavam derrubar a estátua do ex-presidente Andrew Jackson.

Centenas de pessoas tentaram destruir a estátua e escreveram “assassino” na base do monumento. Os manifestantes foram afastados do parque pela polícia.

“Os manifestantes colocaram cordas em torno de uma estátua de Andrew Jackson no parque, eles estavam tentando derrubá-la e muito rapidamente a polícia atuou”, disse a correspondente da CNN na Casa Branca, Kaitlan Collins, em frente à residência presidencial.

A repórter destacou a ação como inusitada, mencionando que é a primeira vez que a imprensa é retirada da área. E, afirmou que a estátua de Andrew Jackson que fica a metros de distância da Casa Branca, o que deixou os repórteres intrigados com o pedido para retirar-se de lá. 

Protestos

Na capital do país, as tensões entre grupos de manifestantes e agentes da lei fora da Casa Branca têm sido um ponto focal para o país nas últimas semanas, enquanto os protestos continuam a acontecer pelo assassinato de George Floyd, um negro que morreu sob custódia policial. em Minneapolis no mês passado.

No mês passado, Trump foi levado rapidamente para o esconderijo subterrâneo enquanto manifestantes se reuniam do lado de fora da Casa Branca, de acordo com um funcionário da Casa Branca. 

O presidente ficou lá por pouco menos de uma hora, antes de ser levado para o andar de cima. Uma fonte da polícia e outra fonte familiarizada com o assunto disseram à CNN que a primeira-dama Melania Trump e seu filho, Barron, também foram levados para o esconderijo subterrâneo.

Após esse episódio, a Casa Branca alertou os funcionários para ocultem seus crachás de identificação até chegarem a um ponto de entrada do Serviço Secreto, e para ocultá-los quando saem, de acordo com um e-mail visualizado pela CNN. 

Poucos dias depois, Trump se declarou “presidente da lei e da ordem”, como manifestantes pacíficos do lado de fora dos portões da Casa Branca, dispersos com gás, explosões e balas de borracha. Ele permaneceu no prédio coberto de tábuas, segurando uma bíblia para as câmeras por apenas alguns minutos antes de retornar à Casa Branca.

(Texto traduzido. Clique aqui e leia o texto original em inglês).

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