Em meio às Midterms, Trump diz que Estados Unidos estão "em alta"
Apesar de seu baixo índice de aprovação entre os americanos, o presidente declarou nesta terça-feira (3) que o país voltou a ser respeitado por líderes mundiais após seu retorno à Casa Branca

A mensagem final do presidente Donald Trump aos eleitores no dia da eleição é que, sob sua liderança, os Estados Unidos são um país “em alta”, que agora é respeitado por outros líderes mundiais, apesar de seu baixo índice de aprovação entre os americanos.
“Bem, precisamos manter os Estados Unidos grandes. Somos grandes agora”, disse Trump ao programa Fox & Friends na manhã desta terça-feira (3).
“Há dois anos, éramos terríveis. Éramos motivo de piada no mundo inteiro. Os líderes de outros países sequer nos levavam a sério. Eles achavam que éramos tolos. E agora estamos em alta.”
“Vocês viram que o preço do petróleo caiu US$ 10 — uma queda recorde ontem. Caiu US$ 10, e temos controle total do Estreito de Ormuz com o bloqueio naval. Quer dizer, tudo está indo bem. Todos nos respeitam novamente”, afirmou Trump.
Ele também falou sobre medidas previstas no pacote legislativo One Big Beautiful Bill, como a isenção de impostos sobre gorjetas.
Trump disse que o presidente chinês, Xi Jinping, lhe afirmou durante uma visita em setembro: “O que você fez é incrível”.
Os americanos, porém, não parecem compartilhar dessa avaliação.
Trump enfrenta um índice médio de aprovação de 34%, segundo o compilado de pesquisas da CNN, e registrou seu menor índice de aprovação, de 32%, em uma pesquisa da CNN realizada em outubro. Na mesma pesquisa, 73% dos entrevistados desaprovaram a condução da economia por Trump.
E, embora Trump tenha comemorado a queda dos preços do petróleo, os preços dos combustíveis atingiram um recorde para um dia de eleição: US$ 4,15 por galão de gasolina comum e US$ 6,29 por galão de diesel em todo o estado, segundo a AAA.
Na entrevista à Fox, Trump também abordou um tema polêmico: datacenters. Ele argumentou que pagamentos em dinheiro à população devem conter a oposição à construção dessas instalações em comunidades americanas.
“Paguem às pessoas. Deixem que fiquem felizes. Deem US$ 10 mil, US$ 15 mil, US$ 20 mil a cada uma”, afirmou.


