Encontro de Biden e Putin pode baixar temperatura, mas não será ‘recomeço’

Presidentes devem se encontrar em junho, mas não estão no clima para fazer concessões sobre desentendimentos

Presidente dos EUA, Joe Biden, fala com a imprensa na Casa Branca
Presidente dos EUA, Joe Biden, fala com a imprensa na Casa Branca Foto: Kevin Lamarque/Reuters (10.mai.2021)

Reuters

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Os Estados Unidos e a Rússia estão diminuindo as expectativas de grandes avanços em uma cúpula de superpotências entre os respectivos presidentes, Joe Biden e Vladimir Putin, já que os adversários não estarão no clima para fazer concessões sobre seus desentendimentos profundos.

Os detalhes da reunião —local, data e pauta— ainda estão sendo negociados pelos dois lados com a meta de agendá-la para junho em um terceiro país na esteira das visitas de Biden ao Reino Unido e a Bruxelas para conversas com aliados em sua primeira viagem ao exterior desde que tomou posse em janeiro.

A Casa Branca reluta em dizer que Biden está buscando um “recomeço” das relações com Putin, e autoridades dos EUA veem um encontro face a face como uma oportunidade para reequilibrar o relacionamento se distanciando dos afagos do ex-presidente Donald Trump no presidente russo.

“Em nossa opinião, não é um recomeço. É um esforço para que não seja mais um foco central, para torná-lo mais previsível, trabalhar juntos no que concordamos —e no que discordamos, defender nossas posições”, disse uma autoridade de alto escalão da Casa Branca à Reuters pedindo anonimato.

“Um recomeço implica que isto será um ‘relacionamento estratégico mais importante da Presidência’ único e definidor, e não acho que esta seja a mensagem que estamos tentando enviar.”

Para o Kremlin, autoridades russas veem a cúpula como importante para ouvir Biden diretamente depois que uma fonte próxima do governo da Rússia disse haver sinais conflitantes da nova gestão norte-americana.

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