Índice da Pizza: Pedidos perto do Pentágono podem indicar ataques; entenda

Teoria que relaciona o aumento de pedidos de pizza no Pentágono a grandes crises militares disparou após captura de Maduro

Gisela Lammers, da CNN Brasil*
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Você com certeza já escutou o ditado "tudo acaba em pizza". Mas, nos Estados Unidos, aparentemente, tudo começa em pizza. Vem que a gente te explica.

O "Pentagon Pizza Index" ou o "índice de pizza do Pentágono" é uma teoria viral na internet que relaciona o aumento de pedidos de pizza aos arredores do Pentágono a grandes crises militares. A lógica é baseada na seguinte dedução: as equipes militares e de Inteligência estão tão ocupadas e focadas nas operações que não conseguem deixar suas respectivas funções, precisando, assim, pedir comida nos prédios governamentais mesmo.

Na madrugada do dia 3 de janeiro, por exemplo, quando os EUA atacaram a Venezuela, o perfil no X @PenPizzaReport, que acompanha sinais públicos como os horários de movimentação em tempo real do Google Maps, fez uma publicação indicando que a Pizzato Pizza, uma pizzaria aberta até tarde perto do Pentágono, teve um aumento repentino no movimento por volta das 2h da manhã (horário do leste dos EUA).

Aproximadamente 3h da manhã o movimento continuava em alta e permaneceu em pico por cerca de uma hora e meia.

Às 1h40 da manhã, o perfil havia sinalizado também uma queda na movimentação dos bares e número de pedidos na Papa Johns Pizza acima da média.

Apesar de não ter nenhum reconhecimento oficial por especialistas, a coincidência, que já aconteceu em outros contextos, chama atenção.

A Crise do Golfo, o ataque ao Panamá e a invasão de Granada são alguns desses exemplos.

Mais recentemente, inclusive, o @PenPizzaReport detectou um aumento repentino em junho de 2025, momentos antes do ataque de Israel ao Irã.

Entenda a queda de Maduro na Venezuela

Os Estados Unidos atacaram a Venezuela e capturaram o ditador Nicolás Maduro, que estava no poder há décadas, em uma operação realizada na madrugada de sábado (3). A esposa dele, Cilia Flores, estava junto e o casal foi retirado à força do quarto por forças especiais.

Maduro chegou ao Centro de Detenção Metropolitano no Brooklyn, em Nova York, após ser levado de helicóptero para Manhattan e escoltado até o local por um comboio de veículos policiais. Ele se declara inocente das acusações.

O presidente norte-americano informou que o país sul-americano será governado pelos EUA por enquanto, inclusive com o envio de tropas, se necessário. Não está claro como Trump pretende supervisionar a Venezuela.

A remoção de Maduro potencialmente abre um vácuo de poder no país latino-americano. A Câmara Constitucional da Suprema Corte da Venezuela, por sua vez, ordenou no sábado (3) que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma o cargo de presidente interina do país na ausência de Maduro. Trump, inclusive, chegou a declarar que os EUA "estão trabalhando com ela".

A Justiça venezuelana não estabeleceu um prazo para que a vice Rodríguez convoque novo pleito.

A tensão entre EUA e Venezuela começou a aumentar em agosto, quando o governo de Trump aumentou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro.

Enquanto isso, os EUA enviaram aeronaves, veículos, milhares de soldados e um grupo de ataque de porta-aviões das Forças Armadas para o Caribe, sob a premissa de combate ao narcotráfico. As operações incluem diversos ataques contra barcos tanto no Caribe quanto no Pacífico que supostamente estariam transportando drogas. Porém, foram levantados questionamentos sobre a legalidade dessas ações.

Além dos ataques contra embarcações, os EUA também pressionam o regime de Nicolás Maduro, que é acusado pela Casa Branca de ter relação com o narcotráfico e o Cartel de Los Soles.

Trump conversou por telefone com Maduro no final de novembro, poucos dias antes de os EUA o classificarem como integrante de uma organização terrorista estrangeira. O venezuelano teria recebido um ultimato para deixar o poder e o país, mas o descumpriu.

Em outra ação que aumentou a tensão entre os dois países, os Estados Unidos apreenderam um petroleiro próximo à Venezuela, medida classificada de "roubo descarado" e "um ato de pirataria internacional" pelo regime de Maduro.

Posteriormente, Trump anunciou um "bloqueio total" contra os petroleiros sancionados da Venezuela e disse que não deixará "ninguém passar sem o devido direito".

*Com informações da Reuters