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    Enviado de paz do papa Francisco à Ucrânia visita Kiev para negociações

    Cardeal Matteo Zuppi deve permanecer no país do leste europeu até esta terça-feira (6); segundo o Vaticano, objetivo é contribuir "para um alívio das tensões no conflito"

    Cardeal Matteo Zuppi foi o escolhido pelo papa Francisco para conduzir negociações
    Cardeal Matteo Zuppi foi o escolhido pelo papa Francisco para conduzir negociações Remo Casilli/Reuters

    Gabriel Fernedada CNN

    em São Paulo

    O cardeal italiano Matteo Zuppi, que foi encarregado pelo papa Francisco de realizar uma missão de paz para tentar ajudar a acabar com a guerra na Ucrânia, viajou para Kiev na segunda-feira (5).

    A ideia é que a viagem dure até esta terça-feira (6) e que o cardeal converse com autoridades governamentais. No entanto, uma reunião com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, é incerta.

    No mês passado, Zuppi foi designado pelo Papa Francisco para a liderança de uma missão de paz para enfrentar a guerra na Ucrânia, segundo a assessoria de imprensa da Santa Sé.

    A missão visa contribuir “para um alívio das tensões no conflito da Ucrânia, na esperança de que isso possa abrir caminhos de paz, algo nunca abandonado pelo Santo Padre”, disse Matteo Bruni, diretor do escritório.

    O Vaticano informou também que o objetivo principal era “ouvir atentamente as autoridades ucranianas sobre as possíveis maneiras de alcançar uma paz justa e apoiar gestos humanitários que possam ajudar a aliviar as tensões”.

    Após a indicação, o arcebispo de Bolonha e presidente da Conferência Episcopal Italiana disse que não previa uma mediação no sentido estrito da palavra, mas que estava pronto para “fazer qualquer coisa” para ajudar a aliviar as tensões.

    Em maio, o presidente Volodymyr Zelensky se encontrou com o papa e pediu apoio do Vaticano para o plano de paz de Kiev. O líder ucraniano disse na época que não estava aberto a negociações.

    plano exige a restauração da integridade territorial do país, a retirada das tropas russas, o fim das hostilidades e a restauração das fronteiras estatais da Ucrânia.

    Em entrevista em 26 de maio, o papa contornou o assunto, dizendo que um eventual retorno da Rússia aos territórios ocupados é um “problema político” a ser resolvido por ambos os lados.

    (Com informações de Delia Gallagher e Barbie Latza, da CNN, e da Reuters)