Equador, Argentina e Peru impedirão entrada de pessoas ligadas ao Maduro

Conforme comunicado pelos governos, o objetivo seria "salvaguardar a segurança nacional"

Carol Raciunas, da CNN
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Os governos do Equador e da Argentina anunciaram que vão proibir a entrada de pessoas ligadas ao regime de Nicolás Maduro nos respectivos territórios.

Em publicação no X (antigo Twitter), o Ministério de Relações exteriores do Equador informou que providenciou medidas de restrição migratória a cidadãos venezuelanos ligados ao governo.

Segundo o comunicado, as medidas serão aplicadas a funcionários públicos, membros das forças armadas e de segurança, além de empresários e quaisquer pessoas associadas ao regime do governo venezuelano. Conforme a pasta, o objetivo é "salvaguardar a segurança nacional."

O texto destaca ainda que o governo do Equador não permitirá "o uso abusivo ou indevido das figuras de asilo e refúgio, que são regidas por princípios e procedimentos estabelecidos nas normas nacionais e internacionais sobre o assunto."

Também em publicação no X, o Ministério da Segurança Nacional da Argentina informou que foram adotadas novas medidas migratórias ligadas aos cidadãos venezuelanos que se relacionam com o regime de Nicolás Maduro.

A restrição valerá para a entrada de funcionários, membros das forças armadas, empresários associados ao regime e pessoas sancionadas por outros países. O objetivo seria "impedir que essas pessoas usem a Argentina como destino de refúgio."

O comunicado também reforça que a Argentina "não concederá amparo a colaboradores do regime de Maduro."

Já o Ministério do Interior do Peru implementou as medidas de restrição a migrações de venezuelanos em coordenação com a Polícia Nacional do país.

O texto também aponta que as medidas são adotadas com livre exercício da "soberania peruana em prol da ordem interna e segurança nacional, em relação às pessoas que foram sancionadas, a fim de impedir que usem o Peru para fugir da justiça."