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    Escritor nacionalista russo fica ferido em explosão de carro-bomba

    Comitê de Investigação do estado disse que o Audi Q7 de Zakhar Prilepin foi explodido em um vilarejo na região de Nizny Novgorod, em um incidente que está sendo tratado como um ato de terrorismo

    Zakhar Prilepin é um defensor aberto da guerra da Rússia na Ucrânia e foi a terceira figura pró-guerra de destaque a ser alvo de bomba
    Zakhar Prilepin é um defensor aberto da guerra da Rússia na Ucrânia e foi a terceira figura pró-guerra de destaque a ser alvo de bomba Divulgação/ site oficial do escritor - zaharprilepin.ru

    Por Mark Trevelyan, da Reuters

    Um importante escritor nacionalista russo, Zakhar Prilepin, foi ferido na explosão de um carro-bomba que matou seu motorista neste sábado (6), um ataque que a Rússia imediatamente atribuiu à Ucrânia e ao Ocidente.

    O Comitê de Investigação do estado disse que o Audi Q7 do escritor foi explodido em um vilarejo na região de Nizny Novgorod, cerca de 400 km a leste de Moscou, em um incidente que está sendo tratado como um ato de terrorismo. Segundo o comitê, ele foi levado ao hospital.

    Uma porta-voz do Ministério do Interior disse que um suspeito foi preso.

    Prilepin, romancista que é um defensor aberto da guerra da Rússia na Ucrânia e se vangloriou de ter participado de combates militares lá, foi a terceira figura pró-guerra de destaque a ser alvo de bomba desde a invasão em larga escala de Moscou na Ucrânia em fevereiro de 2022.

    A Rússia culpou a Ucrânia pelas mortes da jornalista Darya Dugina e do blogueiro de guerra Vladlen Tatarsky nos dois ataques anteriores, e Kiev negou envolvimento. Não houve comentário imediato da Ucrânia sobre o último incidente.

    A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, escreveu no Telegram: “O fato se tornou realidade: Washington e a Otan alimentaram outra célula terrorista internacional –o regime de Kiev”.

    Ela disse que era “responsabilidade direta dos Estados Unidos e do Reino Unido”, mas não forneceu evidências para apoiar a acusação.

    Funcionários da Casa Branca, do Pentágono e do Departamento de Estado dos Estados Unidos não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. Nenhum comentário foi imediatamente disponibilizado pelo Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido.