Estado Islâmico avança na África após derrota na Síria

Grupo terrorista recruta extremistas em Moçambique

Denise Odorissi, da CNN

Ouvir notícia

Radicais do grupo Estado Islâmico tentam expandir a atuação em países do continente africano após perderem território na Síria e no Iraque. O ministro da Defesa de Moçambique enviou tropas para a cidade de Palma, no norte do país, para conter o avanço na região. 

Soldados estão posicionados em locais estratégicos da cidade produtora de gás natural, que foi atacada por militantes do estado islâmico na semana passada. O Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque.

Os combatentes ocuparam fábricas, bancos e prédios públicos. A maior parte da rede de comunicação com Palma está cortada.As Nações Unidas falam em dezenas de mortos. Cerca de 700 famílias estão desabrigadas.

O governo da República Democrática do Congo, na região central da África, acusa a milícia conhecida como Forças Democráticas Aliadas de ter assassinado, pelo menos, 23 civis nos últimos dias. Os Estados Unidos consideram esse grupo aliado do Estado Islâmico.

Estado Islâmico avança na África após derrota na Síria (31.mar.2021)
Estado Islâmico avança na África após derrota na Síria (31.mar.2021)
Foto: Reprodução/CNN

Os ataques terroristas na África estão aumentando nos últimos anos: as ações têm se tornado mais frequentes inclusive em países que antes eram considerados seguros. Segundo uma agência de avaliação global de risco, sete dos dez lugares mais perigosos para ações de extremistas são agora da região sub-saariana.

O fenômeno cresceu com o enfraquecimento do estado islâmico em países do Oriente Médio, como Síria e Iraque. Mas também existe atividade de grupos ligados à Al-Qaeda.

No último trimestre de 2020, houve aumento de 13% nas ações terroristas no continente africano, em comparação com o período anterior. Burundi foi o país que mais piorou no índice de risco: é agora a 27ª nação mais perigosa para ações terroristas no planeta. Costa do Marfim, Tanzânia, Chade, República Democrática no Congo, Etiópia, Quênia, Moçambique e Senegal também pioraram no ranking.

(Publicado por Anna Satie)

Mais Recentes da CNN