Estados americanos encerram programas de saúde após cortes do governo Trump
Medida faz parte do projeto de lei de redução de impostos e gastos da Casa Branca

Em um dia quente de setembro, no pátio de uma comunidade para idosos em São Francisco, na Califórnia, Estados Unidos, uma dúzia de moradores dançam e ouvem música.
A aula de dança, com duração de uma hora, é oferecida pela Leah's Pantry, uma organização sem fins lucrativos que mantém programas de nutrição e saúde na cidade desde 2006.
A programação de aulas da organização será reduzida em breve, já que a instituição enfrenta uma perda de 90% no financiamento devido aos cortes federais aprovados em julho como parte do projeto de lei de redução de impostos e gastos do presidente americano Donald Trump.
Escolas, bancos de alimentos e outras organizações estão correndo para encerrar os programas de nutrição e saúde, antes financiados pelo Programa de Assistência Nutricional Suplementar do Departamento de Agricultura dos EUA, conhecido como SNAP-Ed, segundo oito autoridades estaduais e organizações sem fins lucrativos entrevistadas pela agência de notícias Reuters.
O programa foi eliminado pelo projeto de lei de gastos de Trump, com vigência a partir de 30 de setembro.
"É definitivamente uma situação catastrófica para a nutrição em saúde pública", falou Adrienne Markworth, fundadora e diretora executiva da Leah's Pantry.
A ação representa a primeira onda de cortes do projeto de lei para os programas federais de nutrição, que também aumentaram os requisitos de trabalho para os beneficiários da ajuda e, eventualmente, forçarão gastos significativos com nutrição nos estados.
Os legisladores republicanos que aprovaram o projeto argumentaram que o SNAP-Ed é ineficaz e redundante, alegações rejeitadas pelos defensores do programa.
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) não respondeu a um pedido de comentário.


