Estados Unidos removem Síria de lista de patrocinadores do terrorismo

Além do país, a frente al-Nusra, vinculada ao Al-Qaeda na Síria, deixou de ser considerada uma Organização Terrorista Global Especialmente Designada

Tomás Braga, da CNN Brasil*, São Paulo
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Os Estados Unidos revogaram nesta segunda-feira (24), por meio do Departamento de Estado, o status da Síria como Estado Patrocinador do Terrorismo.

Em um comunicado oficial do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, o governo anunciou a remoção, além da retirada da designação do grupo Hay'at Tahrir al-Sham, ou Frente al-Nusra, como Organização Terrorista Global Especialmente Designada (SDGT).

O anúncio inicial foi feito no dia 8 de julho pelo Secretário de Estado americano, Marco Rubio, por meio de um comunicado. Na ocasião, Rubio afirmou que "A suspensão das sanções contra a Síria destravará o comércio e os investimentos internacionais, dará à Síria a chance de se reconstruir e abrirá um novo capítulo para o povo sírio" e que "Uma Síria estável, unificada e em paz consigo mesma e com seus vizinhos beneficia não apenas a região, mas o mundo inteiro."

A designação do país como Estado Patrocinador do Terrorismo implicava consigo restrições à assistência externa dos EUA, às exportações de defesa e a certas transações financeiras. A revogação representa um alívio nestas sanções e uma aproximação de Damasco com Washington.

O presidente americano Donald Trump chegou a se encontrar com o presidente interino do país, Ahmed Al-Sharaa, em julho, antes da Cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Turquia. Durante o encontro, Trump antecipou a decisão que foi efetivada nesta segunda.

A Frente al-Nusra era vinculada à Al-Qaeda até 2016, quando anunciou sua separação da organização islâmica. O grupo também foi removido da Lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas pelo OFAC (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros). Decisão que permite que americanos consigam realizar transações com a Frente Al-Nusra sem a necessidade de aprovação do escritório.

Após o anúncio, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que estaria cumprindo a promessa do presidente americano Donald Trump de "dar ao povo sírio uma chance de alcançar a grandeza" e que "A ação de hoje ajudará a fomentar investimentos na Síria".