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    Estônia, antiga parte da União Soviética, combate influência da mídia russa no país

    Estônia bloqueou veículos de notícias da Rússia após a invasão da Ucrânia e, agora, tenta fornecer conteúdo confiável em russo para falantes da língua

    Pronunciamento de Vladimir Putin em diferentes TVs na Rússia
    Pronunciamento de Vladimir Putin em diferentes TVs na Rússia Foto: Alexander Ryumin/TASS

    Ramishah Marufdo CNN Business

    É difícil descobrir o que está acontecendo dentro da Rússia enquanto seu ataque à Ucrânia continua. Assim, aqueles que procuram notícias do que está acontecendo em Moscou estão procurando a vizinha Estônia, reportou Scott Mclean, da CNN, para o programa “Reliable Sources” no domingo (17).

    “Os vizinhos orientais da Estônia há muito tempo estão viciados na programação que sai da TV estatal russa”, disse Brian Stelter, correspondente principal da CNN no país.

    A Estônia, um país de 1,3 milhões de pessoas, acolheu 30.000 refugiados ucranianos desde que a guerra começou. Assim como a Ucrânia, que antes fazia parte da União Soviética, também tem uma grande população de língua russa, e um medo bem fundamentado de uma agressão russa.

    A maioria de sua população é etnicamente estoniana, mas tem uma grande minoria russa. Nas cidades do outro lado do rio Narva, que separa o país da Rússia, muitos residentes mais velhos não falam bem estoniano, se é que falam.

    “Na ausência de toda uma grande quantidade de mídia em língua russa na Estônia, a mídia estatal russa foi deixada para preencher o vazio, dando às pessoas uma dose constante de propaganda do Kremlin”, disse Mclean.

    Mas, agora, até mesmo essa fonte foi cortada desde a invasão.

    Quando a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, a Estônia bloqueou muitos veículos de notícias e canais de TV russos.

    “Muitas pessoas aqui [estão] comprando alguns sistemas para pegar os canais russos”, disse Vladimir Zavoronkov, presidente do conselho municipal em Narva, a terceira maior cidade da Estônia, que está localizada na fronteira com a Rússia.

    Muitos estão comprando antenas em lojas eletrônicas para pegar os canais russos, e aqueles mais avançados tecnologicamente montam suas próprias VPNs, acrescentou ele.

    Ilya Federov e seu pai Oleg, que vivem em Narva, conectaram uma TV a uma antena parabólica russa e outra a uma antena, mas eles sintonizam apenas parte da programação que podem obter.

    “Eu só posso vê-los no máximo 15 segundos por causa dos níveis de agressão, paranoia e mentiras descaradas”, disse Ilya Federov. “É uma loucura”.

    A propaganda russa é profunda e a maioria dos residentes de Narva acreditam no que ouvem nessas reportagens, disse Oleg Federov.

    Mas a mídia estatal russa não é a única opção. A ETV+, um canal lançado pela emissora pública estoniana em 2015, dá à população de língua russa acesso a notícias confiáveis sobre seu próprio país e o mundo.

    As âncoras para o ETV+ têm que ser especialmente cuidadosas na cobertura da guerra. “Nossos telespectadores estão prontos para nos culpar ou nos cobrar porque não acreditam em nós”, disse a âncora do ETV+ Margarita Tanajeva.

    “Mas estamos prontos para falar com eles. Eu não quero julgá-los. Estou pronta para dar o tempo para que essas pessoas acreditem em mim”, disse ela.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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