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    EUA alertam aliados em Munique sobre possível aumento do apoio chinês à Rússia

    Autoridades americanas declararam ter percebido sinais de que Pequim quer fornecer ajuda militar letal ao país de Putin

    Presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, em Pequim
    Presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, em Pequim 04/02/2022 Sputnik/Aleksey Druzhinin/Kremlin via REUTERS

    Natasha Bertrandda CNN

    Autoridades americanas disseram à CNN que os Estados Unidos começaram recentemente a ver linhas de tendência “perturbadoras” no apoio da China às forças armadas da Rússia, além de sinais de que Pequim quer fornecer ajuda militar letal ao país russo.

    As autoridades não descreveram em detalhes que inteligência os EUA viram que sugeria uma mudança na postura da China, mas disseram que as autoridades americanas estão preocupadas o suficiente para compartilhar a inteligência com aliados e parceiros na Conferência de Segurança de Munique nos últimos dias.

    O secretário de Estado, Antony Blinken, levantou a questão quando se encontrou com seu homólogo chinês, Wang Yi, no sábado (18), à margem da conferência, disseram autoridades.

    “O secretário foi bastante contundente ao alertar sobre as implicações e consequências de a China fornecer apoio material à Rússia ou ajudar a Rússia na evasão sistemática de sanções”, disse um alto funcionário do Departamento de Estado a repórteres.

    A vice-presidente americana Kamala Harris também fez alusão ao apoio da China à Rússia durante seu discurso em Munique.

    “Também estamos preocupados com o fato de Pequim ter aprofundado seu relacionamento com Moscou desde o início da guerra”, disse Harris.

    “Olhando para o futuro, qualquer medida da China para fornecer apoio letal à Rússia apenas recompensaria a agressão, continuaria a matança e minaria ainda mais uma ordem baseada em regras, completou”.

    Autoridades disseram que os EUA estão vendo a China tentando se apresentar publicamente como proponente da paz – Wang disse em Munique que Pequim apresentaria um “plano de paz” para a Ucrânia e a Rússia – e manteria relações com a Europa, enquanto, ao mesmo tempo, estaria ajudando discretamente o esforço de guerra da Rússia e considerando o fornecimento de ajuda letal.

    “Esta guerra não pode continuar. Precisamos pensar em quais esforços podemos fazer para acabar com essa guerra”, disse Wang na conferência.

    A CNN perguntou à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no sábado, se ela acreditava, depois de ouvir o discurso de Wang, que a China está ouvindo a mensagem da Europa para não apoiar a Rússia. “O oposto”, disse ela, foi visto até agora.

    “Vimos que a China e a Rússia assinaram uma parceria ilimitada e acho que precisamos de mais provas e mais ações para ver que a China não está apoiando a Rússia”, disse ela à CNN. “Até agora, vemos o oposto. E, portanto, há uma questão em aberto sobre a mesa.”

    Em um clipe de uma entrevista com o programa “Face the Nation” da CBS, divulgado no sábado, Blinken disse que os EUA têm monitorado um possível aumento do apoio da China à Rússia “muito de perto” e “deixou muito claro” para Pequim as consequências do fornecimento de armas ou munição para o Kremlin.

    “Até o momento, vimos empresas chinesas – e, é claro, na China não há realmente nenhuma distinção entre empresas privadas e o Estado –, vimos elas fornecerem apoio não letal para a Rússia para uso na Ucrânia”, disse Blinken.

    “A preocupação que temos agora é baseada em informações que temos de que eles estão considerando fornecer apoio letal. E deixamos bem claro para eles que isso causaria um problema sério para nós e para o nosso relacionamento”, acrescentou.

    Como a CNN noticiou anteriormente, o governo Biden no mês passado levantou preocupações com a China sobre evidências sugerindo que empresas chinesas venderam equipamentos não letais à Rússia para uso na Ucrânia, em um esforço para verificar o quanto Pequim sabe sobre as transações, de acordo com dois oficiais americanos.

    Esse equipamento incluiu itens como coletes à prova de balas e capacetes, disseram várias fontes familiarizadas com a inteligência dos EUA e da Europa à CNN.

    Mas a China parou antes da assistência militar mais robusta, como sistemas de armas letais para uso no campo de batalha na Ucrânia, que a Rússia solicitou porque não queria ser vista como uma pária no cenário mundial, disseram autoridades.

    Agora, no entanto, há sinais de que Pequim pode estar considerando isso, e os funcionários do governo Biden estão alertando pública e privadamente que os EUA estão monitorando de perto qualquer violação das sanções ocidentais que proíbem o apoio militar à Rússia.

    A China e a Rússia declararam publicamente uma amizade “sem limites” pouco antes do país comandado por Vladimir Putin invadir a Ucrânia no ano passado, e Wang deve visitar a Rússia este mês, informou à CNN.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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