EUA aliviam sanções contra a indústria petrolífera da Venezuela

Ação acontece em meio às tentativas para expandir a produção de petróleo no país sul-americano após a captura de Nicolás Maduro

Timothy Gardner, Marianna Parraga, Christian Martinez e Daphne Psaledakis, da Reuters
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O governo dos Estados Unidos aliviou nesta quinta-feira (29) algumas sanções contra a indústria petrolífera da Venezuela, buscando expandir a produção no país sul-americano após a captura de Nicolás Maduro.

O Departamento do Tesouro dos EUA emitiu uma licença geral autorizando transações envolvendo o governo da Venezuela e a estatal petrolífera PDVSA que sejam "normalmente incidentais e necessárias à extração, exportação, reexportação, venda, revenda, fornecimento, armazenamento, comercialização, compra, entrega ou transporte de petróleo de origem venezuelana, incluindo o refino desse petróleo, por uma entidade americana estabelecida".

A decisão de emitir uma licença geral representa uma mudança em relação ao plano anterior de conceder isenções individuais às sanções para empresas que desejam fazer negócios no país.

Após a captura de Maduro pelos EUA, autoridades americanas já tinham dito que a Casa Branca aliviaria as sanções impostas ao setor energético da Venezuela.

O governo do presidente Donald Trump está implementando um ambicioso plano de reconstrução de US$ 100 bilhões para a indústria petrolífera do país e pretende gerenciar as vendas de petróleo "indefinidamente".

Como parte desse esforço, os EUA e Caracas fecharam um acordo inicial de US$ 2 bilhões em janeiro para exportar petróleo bruto venezuelano, inclusive para refinarias americanas.

As produtoras de petróleo Chevron, Repsol e ENI, a refinaria Reliance Industries e algumas empresas americanas de serviços petrolíferos solicitaram licenças nas últimas semanas para expandir a produção ou as exportações do país.

As companhias são parceiras e clientes da estatal petrolífera PDVSA.

O grande número de solicitações individuais ao governo americano atrasou o progresso dos planos para expandir as exportações e impulsionar rapidamente os investimentos na Venezuela, disseram duas fontes nesta semana.