EUA ameaçam cortes de informações e armas para pressionar Ucrânia

Washington apresentou novo plano de paz com 28 pontos para guerra acabar com guerra entre Kiev e Moscou

Tom Balmforth, da Reuters
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A Ucrânia está enfrentando uma pressão maior dos Estados Unidos para concordar com a estrutura de um acordo de paz com a Rússia, mediado por Washington, do que em esforços de negociação anteriores, incluindo ameaças de cessar o fornecimento de inteligência e armas, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto à agência de notícias Reuters

Uma das fontes, falando sob condição de anonimato, informou que os EUA querem que a Ucrânia assine uma estrutura do acordo até a próxima quinta-feira (27).

O novo plano da administração Trump para o fim da guerra na Ucrânia propõe que Kiev ceda território à Rússia, implica o reconhecimento “de fato” pelos Estados Unidos da Crimeia e de outro território ucraniano tomado à força pelo Kremlin como russo, e impõe limites ao tamanho das forças militares da Ucrânia, segundo rascunho do plano obtido na quinta-feira (20) pela CNN.

A veracidade do rascunho foi confirmada à CNN por um funcionário dos EUA.

Muitas das ideias apresentadas no plano de 28 pontos foram rejeitadas em negociações anteriores pela Ucrânia e por funcionários europeus e seriam vistas como concessões à Rússia.

Funcionários dos EUA disseram que o plano ainda está sendo construído, e que qualquer acordo final exigiria concessões dos dois lados, não apenas da Ucrânia.

Alguns dos pontos que estão sendo avaliados — incluindo alguns que parecem inclinados para as exigências de Moscou – não são finais, disseram os funcionários, e quase certamente evoluirão.

Durante uma coletiva de imprensa na tarde de quinta-feira (20), a secretária de imprensa da Casa Branca disse que o plano permanecia “em fluxo.”

Depois de se encontrar com um alto funcionário militar dos EUA em Kiev na quinta-feira (20), o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky concordou em trabalhar com a administração Trump no novo plano, dizendo numa publicação nas redes sociais que estava preparado para um “trabalho construtivo, honesto e rápido” para alcançar a paz.

*Com informações da CNN.