EUA analisam casos de asilo aprovados durante governo Biden

Medida foi tomada após homem do Afeganistão atirar em soldados em Washington

Da CNN Brasil
Refugiados afegãos em fila fora de um centro de distribuição e doações em Nova Jersey, EUA2 de dezembro de 2021  • REUTERS/Barbara Davidson
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Os Estados Unidos estão revisando todos os casos de asilo aprovados sob o ex-presidente americano, Joe Biden, disse o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (27), após o tiroteio de dois membros da Guarda Nacional por um homem afegão.

"A partir de agora, o processamento de todos os pedidos de imigração relacionados a cidadãos afegãos foi interrompido indefinidamente, enquanto se aguarda uma análise mais aprofundada dos protocolos de segurança e verificação", disse a porta-voz do departamento, Tricia Mclaughlin, em um comunicado.

"O governo Trump também está analisando todos os casos de asilo aprovados sob o governo Biden, que não conseguiu examinar esses solicitantes em grande escala."

Suspensão de pedidos de imigração

O Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA anunciou que suspendeu indefinidamente o processamento de todos os pedidos de imigração relacionados a cidadãos afegãos. A medida também foi tomada após dois soldados da Guarda Nacional terem sido baleados e gravemente feridos em Washington.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o ataque perto da Casa Branca foi "um ato terrorista", alegando que o suspeito veio do Afeganistão em 2021.

No fim da noite, o Departamento de Segurança Interna dos EUA identificou o suspeito como Rahmanullah Lakanwal. A CNN noticiou anteriormente que o ele solicitou asilo em 2024, o qual foi concedido pelo governo Trump em abril deste ano.

"A proteção e a segurança de nossa pátria e do povo americano continuam sendo nosso foco e missão singulares", declarou a agência em uma publicação no Facebook.

A medida ocorre depois que Trump afirmou, em um pronunciamento no início da noite, que todos os imigrantes afegãos que entraram no país durante o governo de Joe Biden seriam reexaminados.

Com informações da Reuters e da CNN.