EUA anunciam novas sanções contra Cuba, aumentam pressão e impactam turismo
Medida do Departamento de Estado americano atinge área vital da economia da ilha em novo golpe contra o país

Em uma nova escalada de sua campanha de pressão contra Cuba, o governo dos Estados Unidos anunciou, na segunda-feira (13), novas sanções contra o setor de turismo, uma área fundamental da economia debilitada da ilha, na qual o regime de Castro depositou grande parte de seus investimentos e esperanças como motor produtivo e fonte de divisas.
O Departamento de Estado incluiu o Ministério do Turismo e nove entidades estatais na lista de sanções, incluindo agências de importação, exportação e comercialização de combustíveis e outros bens e serviços.
A declaração citou o secretário de Estado Marco Rubio, que dias antes havia afirmado que "os Estados Unidos continuarão a usar todos os meios à sua disposição tanto para enfrentar as ameaças à segurança nacional representadas pelo regime comunista cubano quanto para promover reformas econômicas e políticas que darão a Cuba um futuro melhor".
Por sua vez, o governo cubano afirmou que os Estados Unidos “continuam a intensificar sua guerra contra o povo cubano, suas condições de vida e seus meios de subsistência”.
A medida é “uma clara evidência da intenção criminosa e genocida com que os líderes dos EUA estão determinados a punir toda a população do país”, declarou o Ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, nas redes sociais.
Em janeiro, Washington intensificou a pressão sobre Cuba com um bloqueio de petróleo e sanções de alcance variável, o que levou várias empresas estrangeiras a interromperem suas operações na ilha por receio de serem afetadas pelas medidas americanas.
Nos primeiros cinco meses de 2016, apenas 360 mil turistas visitaram a ilha. Esse número representa uma queda de 58% em comparação com o mesmo período do ano anterior, que já havia sido o pior desde o início da pandemia, segundo estatísticas do governo cubano.
Diante da crise energética e da escassez de recursos, os visitantes estrangeiros estão optando por outros destinos caribenhos: a República Dominicana registrou mais de dez vezes o número de turistas.
O governo, que durante anos priorizou a construção de hotéis em detrimento de outras necessidades, agora se depara com quartos vazios e praias desertas. A taxa de ocupação hoteleira no primeiro trimestre sequer atingiu 13%.
Em junho, o presidente Miguel Díaz-Canel declarou que os cubanos poderiam assumir a gestão de hotéis em nome do governo, como parte de uma onda de mais de 170 reformas destinadas a resgatar a economia.
O Departamento de Estado dos EUA disse à CNN que as medidas são “sinais de fumaça modestos, há muito esperados e, em última análise, superficiais do regime cubano”.


