EUA atacam barco que estaria transportando drogas no Pacífico
Duas pessoas foram mortas; essa é a primeira ação do tipo conhecida no Pacífico desde o início de uma nova ofensiva americana contra o tráfico de drogas
As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram um ataque contra um barco que supostamente estaria transportando drogas na noite de terça-feira (21), nas águas do Oceano Pacífico, próximo à América do Sul, informou o secretário de Defesa Pete Hegseth nesta quarta-feira (22).
Ao menos duas pessoas morreram, ainda segundo Hegseth. O ataque é a primeira operação militar americana conhecida no Pacífico desde o início de uma nova ofensiva contra o tráfico de drogas.
Já houve sete ataques contra embarcações no Caribe, o que aumentou drasticamente as tensões dos EUA com a Venezuela e a Colômbia.
Ao menos 34 pessoas no total foram mortas nos oito ataques, disseram autoridades.
Yesterday, at the direction of President Trump, the Department of War conducted a lethal kinetic strike on a vessel being operated by a Designated Terrorist Organization and conducting narco-trafficking in the Eastern Pacific.
The vessel was known by our intelligence to be… pic.twitter.com/BayDhUZ4Ac
— Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) October 22, 2025
"Narcoterroristas que pretendem trazer veneno para nossas costas não encontrarão porto seguro em nenhum lugar do nosso hemisfério", pontuou Hegseth.
O secretário alegou que a embarcação estava "sendo operada por uma Organização Terrorista Designada e conduzindo narcotráfico no Pacífico Oriental" e "era sabido por nossa inteligência por estar envolvida em contrabando ilícito de narcóticos, transitando por uma rota conhecida de narcotráfico e transportando narcóticos".
Ele acrescentou que nenhuma força americana ficou ferida no ataque e comparou os traficantes à Al-Qaeda.
"Assim como a Al-Qaeda travou guerra contra nossa pátria, esses cartéis estão travando guerra contra nossa fronteira e nosso povo. Não haverá refúgio ou perdão — apenas justiça", escreveu ele.
O ataque mais recente ocorre em meio a um aumento de efetivo militar americano no Caribe, que inclui envio de destróieres com mísseis guiados, caças F-35, um submarino nuclear e cerca de 6.500 soldados.
Especialistas jurídicos questionaram por que os militares dos Estados Unidos estão realizando os ataques, em vez da Guarda Costeira, que é a principal agência de aplicação da lei marítima dos EUA, e por que outros esforços para interromper os embarques não são feitos antes de recorrer a ataques mortais.



