EUA atingem 1 milhão de mortes por Covid-19; Biden diz ser um “marco trágico”

Estados Unidos ultrapassaram a marca nesta quarta-feira (11), de acordo com contagem da agência Reuters

Presidente dos EUA, Joe Biden, usa máscara do lado de fora da Casa Branca enquanto caminha para embarcar em helicóptero presidencial
Presidente dos EUA, Joe Biden, usa máscara do lado de fora da Casa Branca enquanto caminha para embarcar em helicóptero presidencial 10/02/2022 REUTERS/Tom Brenner

Da Reuters

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, classificou, nesta quinta-feira (12), a morte de 1 milhão de pessoas nos EUA devido à Covid-19 como “um marco trágico” e pediu aos americanos que “permaneçam vigilantes” em meio à pandemia em andamento.

Em um comunicado, Biden reconheceu o impacto das perdas nas famílias deixadas para trás e instou o país a não “ficar insensível a tamanha tristeza”, observando que “uma nação mudou para sempre”.

Os Estados Unidos registraram nesta quarta-feira (11) mais de 1 milhão de mortes por Covid-19, de acordo com uma contagem da Reuters, cruzando um marco impensável de onze anos cerca de dois anos depois que os primeiros casos encerraram a vida cotidiana.

A perda representa cerca de uma morte para cada 327 americanos, ou mais do que toda a população de São Francisco ou Seattle.

Biden ordenou que as bandeiras sejam hasteadas a meio mastro, disse a Casa Branca, que também sediará uma segunda Cúpula global sobre a Covid nesta quinta-feira.

O presidente democrata pediu ao Congresso que financie mais bilhões de dólares em ajuda no combate contra o vírus, à medida que surgem novas variantes. Esta semana, ele dissociou o pedido da ajuda para enfrentar a pandemia e o de auxílio à Ucrânia, que deve ser aprovada nos próximos dias.

“Devemos permanecer vigilantes contra esta pandemia e fazer tudo o que pudermos para salvar o maior número possível de vidas, como fizemos com mais testes, vacinas e tratamentos do que nunca”, destacou Biden. “É fundamental que o Congresso sustente esses recursos nos próximos meses”, complementou.

Os legisladores americanos chegaram a um acordo de US$ 10 bilhões, mas a parcela adicional de financiamento foi adiada devido a diversas preocupações.

Os pesquisadores estão trabalhando em mais uma dose de reforço de vacinas contra a Covid, à medida que o vírus continua a sofrer mutações, e especialistas em saúde dizem ser necessário um maior investimento pandêmico agora para impedir futuros surtos da doença.

Ainda assim, os números precisos da pandemia podem nunca ser realmente conhecidos. Algumas pessoas que morreram enquanto infectadas nunca foram testadas e não estão representadas nos dados. Outros, apesar de terem contraído o vírus, podem ter morrido por outro motivo, como câncer, mas ainda foram contabilizados.

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