EUA consideram enviar mísseis Tomahawk de longo alcance para a Ucrânia

Armas seriam um recurso poderoso no arsenal ucraniano para combater os bombardeios russos

Steve Holland, da Reuters
The guided-missile destroyer USS Laboon (DDG 58) fires a Tomahawk land attack missile at a target in Syria from the US 5th Fleet Area of Responsibility, April 14, 2018. Image courtesy Petty Officer 3rd Class Kallysta M Castillo/U.S. Navy. (Photo by Smith Collection/Gado/Getty Images)  • Smith Collection/Gado/Getty Images
Compartilhar matéria

Os Estados Unidos estão considerando o pedido da Ucrânia para obter mísseis Tomahawk de longo alcance para repelir os invasores russos, disse o vice-presidente americano, JD Vance, neste domingo (28).

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, solicitou aos Estados Unidos que vendam Tomahawks a países europeus, que, por sua vez, os enviariam para a Ucrânia. Vance disse no programa "Fox News Sunday" que o presidente Donald Trump tomaria a "decisão final" sobre a autorização ou não do acordo.

"Certamente estamos analisando uma série de pedidos dos europeus", disse Vance.

Os mísseis Tomahawk têm um alcance de 2.500 km e seriam um recurso poderoso no arsenal da Ucrânia para combater os bombardeios regulares de mísseis e drones russos. Esta entrega de armas seria vista pela Rússia como uma escalada da guerra na Ucrânia.

Trump negou os pedidos da Ucrânia para o uso de mísseis de longo alcance no passado, mas ficou frustrado com a recusa do presidente russo, Vladimir Putin, em chegar a um acordo de paz.

Vance também disse que a invasão da Ucrânia pela Rússia estagnou, com poucos ganhos territoriais recentemente.

"Temos buscado ativamente a paz desde o início do governo, mas os russos precisam acordar e aceitar a realidade. Muitas pessoas estão morrendo. Eles não têm muito a mostrar", disse.