EUA continuarão na OMS e participarão de iniciativa para vacinas, diz Fauci

Sob Trump, país havia formalizado saída da agência das Nações Unidas

Anthony Fauci fala durante audiência no Senado dos EUA
Anthony Fauci fala durante audiência no Senado dos EUA Foto: Al Drago/Reuters (30.jun.2020)

Reuters

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Os Estados Unidos sob o presidente Joe Biden pretendem participar do programa Covax, que pretende entregar vacinas contra o novo coronavírus para países pobres, disse o conselheiro médico chefe, Anthony Fauci, à OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta quinta (21).

Fauci falou com a organização diretamente de Washington, um dia após a posse do novo presidente. Ele também confirmou que os EUA continuarão membros da agência das Nações Unidas. 

“Eu tenho prazer em anunciar hoje que os Estados Unidos planejam trabalhar de maneira multilateral para responder e se recuperar da pandemia da Covid-19. O presidente Biden emitirá uma diretiva mais tarde hoje, que incluirá a intenção dos Estados Unidos de se juntar ao Covax e apoiar o ACT-Accelerator para avançar nos esforços multilaterais pela vacina da Covid-19″. 

O diretor da agência, Tedros Adhanom Ghebreyesus, recebeu bem a notícia.

“Esse é um bom dia para a OMS e um bom dia para a saúde mundial. O papel dos EUA, o papel global deles, é muito, muito crucial, e eu envio meu profundo agradecimento e parabéns calorosos ao presidente Biden, à vice-presidente Harris e ao povo americano”. 

Autoridades da OMS disseram mais cedo nesta semana que as primeiras doses da vacina devem ser entregues para países pobres em fevereiro no esquema Covax. 

No entanto, eles continuaram a expressar preocupação de que os países mais ricos estejam comprando todas as doses disponíveis. 

Fauci disse também que os EUA irão “cumprir suas obrigações financeiras” com a OMS —acrescentando que trabalharão com os outros 193 membros em reformas. 

O predecessor de Biden, Donald Trump, interrompeu o financiamento à OMS e anunciou planos de sair oficialmente da organização em julho de 2021. 

Ele acusou a agência de ser “China-cêntrica” nos estágios iniciais da pandemia, uma acusação negada por Tedros. 

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