EUA e Rússia operam nos bastidores contra espionagem na reunião Trump-Putin
Fonte afirmou que não há confiança nenhuma entre os serviços de inteligência dos dois países
Os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin estão envoltos em um "manto de segurança" enquanto realizam uma reunião bilateral no Alasca, operação que visa protegê-los de diversas ameaças.
Agentes federais e militares responsáveis por gerenciar a segurança de eventos de alto perfil foram a Anchorage, cidade onde está acontecendo o encontro, nesta semana para a cúpula organizada, disse uma fonte.
Embora o Serviço Secreto dos Estados Unidos seja o responsável final pela segurança da cúpula, a agência tem trabalhado em estreita colaboração com a equipe de proteção de Vladimir Putin, ainda segundo essa fonte.
Registros online de rastreamento de voos mostraram uma aeronave de vigilância militar Boeing E-3C decolando do campo de pouso da instalação nesta manhã. A aeronave, com seu grande domo de radar, pode detectar ameaças, incluindo aviões e mísseis.
Possível espionagem de EUA e Rússia
Mas enquanto autoridades de segurança dos dois países trabalham juntas para proteger Trump e Putin, uma operação menos diplomática também está sendo realizada nos bastidores: proteção contra espionagem.
"Não há confiança nenhuma entre os serviços [de inteligência]", afirmou uma fonte que participou de operações de segurança em reuniões semelhantes no passado.
Desconfiado de espionagem técnica por parte da inteligência americana, a fonte destacou que a delegação de Putin provavelmente levaria os chamados telefones e computadores "descartáveis", que poderiam ser jogados fora posteriormente.
As autoridades russas normalmente também seriam informadas sobre as melhores práticas para evitar comprometimentos.
"Mas Putin não precisa de treinamento", destacou a fonte, observando que o próprio presidente russo era um ex-oficial de inteligência da KGB, a agência de espionagem da União Soviética.


