EUA esperam desarmamento do Hamas em breve, diz enviado de Trump

Em entrevista à Fox News, Jared Kushner, que se reuniu com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, após se reunir com autoridades do Hamas, afirmou que Washington deve apoiar Israel caso o grupo não se desarme

Jennifer Hansler, da CNN
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O enviado especial dos EUA, Jared Kushner, afirmou que "avanços podem ocorrer muito em breve" em Gaza se ambos os lados cooperarem, mas indicou que os EUA apoiariam novas ações militares israelenses no território caso o Hamas não se desarmasse.

"Se o Hamas realmente entregar voluntariamente as armas que estão nos túneis nos próximos 60 a 90 dias, isso obviamente eliminaria uma enorme ameaça à segurança de Israel — uma conquista quase inimaginável", disse Kushner em entrevista à Fox News, após reunir-se com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nesta segunda-feira (17).

"Se eles não cumprirem o compromisso agora, todos verão que não são sinceros quanto à paz e que Israel terá muito mais apoio dos EUA e de outros para concluir o trabalho da maneira apropriada", acrescentou.

Kushner disse que os representantes do Hamas "disseram tudo o que era preciso" na reunião de domingo (16), mas que "é muito, muito difícil confiar, sabe, em uma organização terrorista que cometeu essas atrocidades terríveis".

"Tivemos uma reunião muito cordial", disse ele.

"Então, vamos dar a eles uma chance de agir, mas isso terá de se basear em ações e medidas concretas", acrescentou.

Kushner descreveu a reunião de quase quatro horas com Netanyahu, nesta segunda-feira, como "muito, muito boa", afirmando que conseguiram abordar "algumas preocupações legítimas" levantadas pelo primeiro-ministro israelense.

"Conseguimos esclarecer alguns mal-entendidos e informações incorretas", como questões sobre o direito de Israel de se defender e a reconstrução de Gaza, disse Kushner.

"Podemos ver progressos... em apenas 30 dias — esperamos que com o início da retirada de algumas armas e, quem sabe, o fechamento de alguns túneis também. E nos próximos 60 ou 90 dias também", afirmou.

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