EUA fazem exercício com sistemas autônomos de guerra a 150 km de Cuba

Fotos de veículos não tripulados são postadas enquanto regime comunista divulga imagem de mísseis

Luciana Taddeo, da CNN Brasil, Buenos Aires
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Os Estados Unidos estão realizando exercícios militares com sistemas autônomos, semi autônomos e não tripulados em Key West, ao sul da Flórida, a cerca de 150 km de Cuba, em meio às ameaças da administração de Donald Trump contra o regime comunista da ilha.

De acordo com o Comando Sul, que coordena, planeja e conduz operações militares dos EUA na América Latina e no Caribe, o exercício visa empregar essas plataformas e sistemas “para combater ameaças e desafios na região”.

As imagens dos exercícios, postadas nesta terça (28), mostram um Vanilla Unmanned, veículo aéreo não tripulado capaz de voar por até 10 dias sem abastecer, que é usado para missões de inteligência, reconhecimento e vigilância, e uma embarcação não tripulada de alta velocidade.

Paralelamente, o ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba também postou na rede social X uma foto de seus mísseis.

“Constituem os meios mais efetivos da defesa antiaérea na luta contra o inimigo aéreo, com capacidade de serem empregados dos acessos até as regiões mais definidas, objetivos e agrupações de tropas em um amplo intervalo de alturas e velocidades, a qualquer hora do dia, em qualquer condição meteorológica”, escreveu a pasta.

 

 

Na semana passada, os Estados Unidos anunciaram a criação do Comando de Guerra Autônoma do Comando Sul para apoiar as prioridades da Estratégia de Segurança Nacional do presidente Donald Trump, e o que definem como “segurança regional” e “supremacia operacional”.

“Do fundo do mar ao espaço e em todo o domínio cibernético, pretendemos aproveitar a clara superioridade do ecossistema de defesa americano, implantando inovação de ponta e trabalhando cada vez mais em conjunto com nossos parceiros de longa data na região para superar aqueles que ameaçam nossa paz e segurança coletivas”, disse o general da Marinha Francis L. Donovan, que lidera o Comando Sul.

No anúncio, o Comando Sul informou que os sistemas autônomos, semi autônomos e não tripulados serão utilizados para lidar com “ameaças e desafios em todos os domínios, conectando missões táticas a efeitos estratégicos de longo prazo”.

O objetivo também é, segundo o comando, atuar com aliados regionais para objetivos comuns, como desarticular redes de narcoterroristas e cartéis, e responder a crises como desastres naturais de grande escala.

Desde o bombardeio à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro, os EUA intensificaram a pressão contra o governo cubano. Trump passou a impedir a exportação de petróleo à ilha e tem feito diversas ameaças, inclusive de que poderia “tomar” o país.