EUA: manifestante no Irã foi condenado à morte sem devido processo legal

Erfan Soltani, de 26 anos, deve ser executado nesta quarta-feira; grupos de direitos humanos denunciam que ele está detido sem acesso à defesa

Da CNN Brasil
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O perfil do Departamento de Estado americano em persa nas redes sociais criticou a iminente execução de Erfan Soltani, detido por conexão com os protestos no Irã. O manifestante enfrenta sentença de morte, prevista para ser executada nesta quarta-feira.

"Desta vez, o regime da República Islâmica nem sequer se deu ao trabalho de realizar seu habitual julgamento de fachada de 10 minutos; Erfan foi condenado à morte sem qualquer devido processo legal ou acesso a um advogado de defesa", afirma a publicação.

"Erfan é o primeiro manifestante a ser condenado à execução, mas não será o último; a onda de execuções contra esses manifestantes foi oficialmente iniciada. O mundo não deve permanecer em silêncio diante das ações perversas do regime da República Islâmica", conclui.

Erfan Soltani, de 26 anos, foi detido em casa na semana passada por conexões com os protestos na cidade de Karaj, onde vive, de acordo com organizações de direitos humanos. De acordo com os relatos, ele está preso sem acesso à defesa, e nenhuma audiência judicial sobre o caso foi realizada.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump tem avaliado opções para uma possível intervenção no país e advertiu o Irã contra execuções. Em entrevista à CBS, ele afirmou que adotaria "medidas fortes" se o regime enforcasse manifestantes, sem dar mais detalhes.

Repressão aos protestos no Irã

Pelo menos 2.403 manifestantes foram mortos no Irã desde o início das manifestações contra o regime no fim de dezembro, segundo a organização Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos.O total inclui 12 manifestantes menores de 18 anos, confirmou à CNN o porta-voz da HRANA.

A organização também informou, em sua atualização mais recente, pelo menos 18.137 prisões desde o fim de dezembro.

CNN não consegue confirmar de forma independente os números da HRANA, que afirma baseá-los em casos que consegue identificar e verificar. Diante do bloqueio contínuo da internet no Irã, é possível que o número real seja muito maior.

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