EUA monitoram "potenciais ameaças" após ataque ao Irã

Serviço Secreto americano também emitiu uma declaração separada alertando o público sobre o aumento das medidas de segurança para locais que cercam os protegidos

Kit Maher, da CNN
Compartilhar matéria

A secretária do Departamento de Segurança Interna, Kristi Noem, disse neste sábado (28) que continua monitorando quaisquer ameaças potenciais aos Estados Unidos, após os ataques ao Irã durante a noite.

"Estou em coordenação direta com nossos parceiros federais de inteligência e aplicação da lei enquanto continuamos a monitorar de perto e frustrar quaisquer ameaças potenciais ao território nacional", disse Noem no X.

Diante do potencial de retaliação após os ataques no Irã, o Serviço Secreto dos Estados Unidos também emitiu uma declaração separada alertando o público sobre o aumento das medidas de segurança para locais que cercam os protegidos.

"Embora não discutamos nossas medidas específicas de proteção por razões de segurança operacional, o público pode notar um aumento da presença policial e federal em locais protegidos pelo Serviço Secreto dos EUA. Quaisquer impactos temporários no trânsito ou pedestres serão comunicados por nossos parceiros locais de aplicação da lei", disse o USSS em comunicado.

O que está acontecendo?

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que os EUA iniciaram “grandes operações de combate” no Irã, prometendo aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear.

Em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social, Trump acusa o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os EUA “não aguentam mais”. Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Diferentemente da última vez em que os EUA e Israel atacaram o Irã, em junho de 2025, estes ataques começaram à luz do dia, na madrugada deste sábado – o primeiro dia da semana no Irã – enquanto milhões de pessoas iam trabalhar ou estudar.

E enquanto os ataques americanos em junho terminaram em poucas horas, fontes disseram à CNN Internacional que, desta vez, as forças armadas norte-americanas estão planejando ataques para vários dias.

A CNN Internacional havia relatado anteriormente que Khamenei era um dos alvos da primeira onda de ataques contra o Irã, juntamente com outros líderes importantes.

Fontes do regime iraniano afirmam que Khamenei está vivo, enquanto israelenses sugerem que o líder supremo esteja morto.

Em resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques sem precedentes em todo o Oriente Médio, com explosões ouvidas em diversos países que abrigam bases militares americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.