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    EUA: Proibição gerará corrida a estados onde aborto é legal, diz pesquisador

    Dos 50 estados norte-americanos, ao menos 22 já adotam leis contra o procedimento

    Douglas Portoda CNN*

    em São Paulo

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    O jornalista e pesquisador Paulo Sotero declarou, nesta sexta-feira (24), em entrevista à CNN, que a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de suspender o direito constitucional federal ao aborto, levará a uma corrida de mulheres grávidas que desejam realizar o procedimento para estados onde ele ainda é permitido.

    “A mobilização dos eleitores, e, sobretudo, das eleitoras, que se sentem ameaçadas de um direito fundamental que é o de controlar o próprio corpo. Até agora, elas tinham autonomia se queriam levar ou não a tema uma gravidez. Com a reversão dessa jusrisprudência da Suprema Corte, acabe agora aos estados essa decisão”, explica

    “Acredita-se nesse momento que em metade dos estados, o gatilho dessa decisão agora anunciada, faz com que se torne inconstitucional. O que gerará uma corrida muito grande de mulheres grávidas em estados onde o aborto fica proibido para estados onde ele ainda é permitido”, continuou.

    Dos 50 estados norte-americanos, ao menos 22 já adotam leis contra aborto e outros quatro estados devem ser favoráveis à medida. São eles: Montana, Nebraska, Indiana e Flórida.

    Estados norte-americanos com leis para proibição do aborto e com cenários propícios para proibição
    Estados norte-americanos com leis para proibição do aborto e com cenários propícios para proibição / Reprodução/CNN

    O que está em jogo é a emenda 14 da Constituição dos EUA, onde se garantem as liberdades individuais contra um Estado opressor, que possa interferir em decisões individuais.

    O presidente Joe Biden afirmou que “fará de tudo para garantir os direitos das mulheres”. Ele pontuou que a suspensão da lei Roe Vs Wade tira um “direito constitucional fundamental” das mulheres e que a decisão terá reações imediatas e reais.

    O democrata mostrou estar espantado com o fato que médicos serão criminalizados pelo seu dever de cuidar e que mulheres serão punidas por proteger sua saúde.

    “É a percepção de uma ideologia extrema e um erro trágico da Suprema Corte, na minha opinião”, acrescentou. “É cruel que as leis estaduais acabem criminalizando o aborto, e, com isso, voltaremos para uma lógica dos anos 1800. Levará as mulheres a mais de 150 anos de regressão de direitos”, avaliou.

    (*Com informações de Anna Gabriela Costa, da CNN)

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