EUA registram série de ataques a tiro, enquanto Biden tenta mudar lei sobre arma

Desde o fim de março, país teve vários casos em que atiradores abriram fogo e deixaram mortos e feridos; presidente pressiona Congresso por nova legislação

Nas últimas semanas, ataques com armas de fogo deixaram dezenas de mortos e vítimas nos EUA
Nas últimas semanas, ataques com armas de fogo deixaram dezenas de mortos e vítimas nos EUA Foto: Michael Ciaglo/USA TODAY NETWORK/ REUTERS (22.mar.2021)

Murillo Ferrari, da CNN, em São Paulo

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Desde o fim de março, os Estados Unidos registraram uma série de ataques a tiros que deixaram dezenas de mortos e feridos. 

Diante do avanço da violência e do aumento das vendas, o presidente Joe Biden também tem pressionado o Congresso a elaborar uma legislação para restringir o acesso de civis a armas. 

O mais recente desses ataques, na noite de quinta-feira (15), deixou pelo menos oito mortos após ataque a tiros a um escritório da FedEx – empresa americana de entregas – em Indianápolis, nos Estados Unidos.

De acordo com uma porta-voz da polícia, o homem armado responsável pelo ataque se matou em seguida.

Também nesta semana, na segunda-feira (12), uma pessoa morreu e um policial ficou ferido em tiroteio em uma escola de Knoxsville, no estado americano do Tennessee.

A polícia confirmou que o autor dos disparos era um estudante do colégio, que foi morto ao reagir à abordagem policial.  

“Um agente do Departamento de Polícia de Knoxville foi atingido ao menos uma vez e levado para o centro médico com ferimentos que não devem ser fatais”, informaram as autoridades, em comunicado. “Um homem foi declarado morto no local e outro foi detido para investigação. Não se tem conhecimento de outras pessoas baleadas.”

No dia 2 de abril, um policial morreu e outro ficou ferido após serem atropelados em um acesso do perímetro de segurança do Capitólio, em Washington.

Após atropelar os policiais, o suspeito saiu do carro com uma faca na mão e não respondeu às advertências feitas pelos agentes, sendo baleado no local. Segundo as autoridades, ele morreu minutos depois.

O presidente dos EUA, Joe Biden, prestou homenagem pessoalmente ao oficial morto no Capitólio, William “Billy” Evans. Ele elogiou o oficial por seus serviços e ofereceu palavras de conforto à família.

Mapa com o tiroteios em massa nos EUA nos últimos 30 dias
Mapa com o tiroteios em massa nos EUA nos últimos 30 dias
Foto: Arte/CNN

Um dia antes, quatro pessoas, incluindo uma criança, foram mortas após um homem abrir fogo contra um prédio comercial na cidade de Orange, ao sul de Los Angeles.

O tiroteio ocorreu por volta das 17h30 locais, no último andar de um pequeno prédio comercial. O agressor foi baleado pela polícia e levado para um hospital. 

Segundo as autoridades, ele tinha relacionamentos profissionais e pessoais com as vítimas.

No fim de março, 10 pessoas, incluindo um policial, foram mortas em um tiroteio em um supermercado na cidade de Boulder, no Colorado.

O caso aconteceu em uma loja da rede King Soopers, em um shopping center com um centro comercial de dois andares anexo

O atirador foi ferido e detido, segundo autoridades do condado de Boulder, que fica 50 quilômetros a noroeste de Denver, a capital do Colorado.

Quase 40.000 pessoas morrem a cada ano nos Estados Unidos vítimas das armas de fogo.

Restrição à montagem de armas

Biden anunciou neste mês algumas medidas para conter o que chamou de “epidemia” da violência provocada pelas armas de fogo nos EUA.

Ele apresentou ações que incluem esforços para restringir armas conhecidas como “armas fantasmas”, que podem ser construídas usando peças e instruções compradas online. 

De acordo com Biden, as medidas não interferem no direito à posse de armas garantido pela Segunda Emenda da Constituição dos EUA.

O presidente também propôs novas regulamentações para suportes de braço projetados para dar mais estabilidade para as armas.

(Com informações da Reuters e da CNN)

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