EUA "resistem a incluir garantias de segurança" em acordo com Ucrânia, diz fonte

Kiev espera que garantias possam ser discutidas em futura reunião

Victoria Butenko, da CNN, em Kiev
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Um rascunho finalizado do acordo de recursos entre Estados Unidos e Ucrânia foi apresentado a Washington e se concentra em uma estrutura para um fundo de reconstrução para a Ucrânia, deixando detalhes técnicos problemáticos e incluindo garantias de segurança para discussões posteriores, de acordo com uma fonte ucraniana familiarizada com a negociação.

A fonte disse que o "lado americano está resistindo muito à inclusão de garantias de segurança" e Kiev espera que elas possam ser discutidas em uma futura reunião entre os presidentes Volodymyr Zelensky e Donald Trump.

"Tudo está pronto do nosso lado", disse a fonte ucraniana. "Finalizamos o rascunho. Fizemos o máximo que pudemos para tornar as condições razoáveis. Como resultado, este é um acordo-quadro sobre como criar o fundo de reconstrução da Ucrânia. Há um acordo separado previsto sobre como este funcionará."

A fonte disse que os "pontos mais problemáticos estão fora do rascunho, mas o lado americano está resistindo muito a incluir garantias de segurança no documento."

Zelensky disse no domingo durante uma entrevista coletiva que o valor de US$ 500 bilhões, proposto inicialmente pelo governo Trump, era inaceitável e uma discordância fundamental. A fonte disse que eles esperavam por uma cerimônia de assinatura na qual a "questão das garantias" seria para a "consideração dos presidentes". A fonte disse: "Estamos esperando a resposta do lado americano".

Os EUA estão tentando obter acesso aos minerais críticos da Ucrânia e outros recursos como parte de negociações mais amplas que visam acabar com a guerra na Ucrânia. Em troca, a Ucrânia tem pressionado por garantias de segurança, com Kiev não apenas interessada em ver o retorno do território perdido, mas também proteção contra uma possível futura invasão russa. Os ucranianos ainda estão tentando negociar emendas ao acordo porque o rascunho atual "não prevê nenhuma obrigação americana, enquanto a Ucrânia deve fornecer tudo", disse uma fonte.