EUA sancionam iranianos que seriam responsáveis por repressão em protestos

Entre os sancionados está Ali Larijani, chefe da segurança nacional iraniana;

Kit Maher
Uma foto do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, é usada para acender um cigarro após ter sido incendiada por um manifestante em frente à embaixada iraniana, em Londres  • Yui Mok/PA Images via Getty Images
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O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (15) novas sanções contra indivíduos e entidades iranianas que teriam impulsionado a repressão aos manifestantes e lavado dinheiro proveniente da venda de petróleo para mercados estrangeiros.

“O presidente Trump está ao lado do povo iraniano e ordenou ao Departamento do Tesouro que sancione membros do regime”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em uma mensagem de vídeo anunciando as medidas.

“Os líderes do Irã responderam brutalmente às manifestações pacíficas com violência, desde tiroteios em massa nas ruas até ataques a feridos e hospitais", adicionou.

Bessent afirmou que as sanções, emitidas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro, visam 18 indivíduos e entidades que o regime “usa para burlar as sanções ao petróleo iraniano e desviar os lucros da venda de energia dos legítimos proprietários, o povo iraniano”.

Entre os sancionados está Ali Larijani, chefe da segurança nacional iraniana.

A medida ocorre em um momento em que o presidente Donald Trump avalia uma ação militar contra o Irã e prometeu aos manifestantes que "a ajuda está a caminho".

O presidente já havia anunciado uma tarifa de 25% contra países que fazem negócios com o Irã. Mas, aparentemente moderando sua postura agressiva dos últimos dias, Trump disse na quarta-feira (14) que lhe haviam informado que as mortes no Irã iriam parar.