EUA suspendem "loteria de vistos" após ataque a tiros em universidade
Suspeito era cidadão português e teria entrado no país através do programa de vistos de diversidade

A agência de imigração dos Estados Unidos recebeu a ordem de suspender o seu programa de vistos de diversidade (DV1), popularmente conhecido como “loteria de green cards”.
A medida vem após as autoridades descobrirem que o suspeito do ataque a tiros na Universidade Brown entrou no país através desse programa de visto.
O suspeito, um cidadão português de 48 anos, chegou aos Estados Unidos em 2017 e recebeu um green card, afirmou a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, em um post no X.
“Este indivíduo desprezível nunca deveria ter sido admitido no nosso país”, acrescentou. “Sob orientação do presidente Trump, estou imediatamente instruindo o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) a suspender o programa DV1 para garantir que mais nenhum americano seja prejudicado por este programa desastroso”, acrescentou.
Como funciona a loteria de vistos?
De acordo com o site do Departamento de Estado, que a administra a iniciativa, o programa de vistos de diversidade permite que até 55 mil imigrantes entrem nos Estados Unidos todos os anos, vindos de países com baixas taxas de imigração.
Aqueles que chegam aos EUA pelo programa de vistos DV1 também podem receber green cards. A emissão desses green cards é feita pelo Departamento de Segurança Interna (DHS).
Na prática, a maior parte da responsabilidade do programa é do o Departamento de Estado, que seria o encarregado de suspender a iniciativa.
Não está claro o que o Departamento de Segurança Interna poderia fazer além de interromper a emissão de green cards para aqueles que participam do programa.
A CNN entrou em contato com o DHS e o Departamento de Estado para comentar.
O que sabemos sobre o status de imigração do suspeito?
O homem estudou na Brown University de 2000 a 2001 com visto F1, de acordo com a procuradora dos EUA Leah Foley. O visto F1 é um visto de não imigrante que permite que estudantes internacionais sigam estudos em tempo integral.
Posteriormente, ele entrou nos Estados Unidos por meio da “loteria de vistos” em 2017 e obteve residência permanente, segundo Noem.
Nenhuma informação foi divulgada sobre seu paradeiro entre 2001 e 2017.



