Europa pede que população abandone a rotina em meio à onda de calor

Diversos países continuam sofrendo com temperaturas extremas que já causaram dezenas de mortes, fechamento de escolas e atrações turísticas

Dominique Vidalon e Sam Tabahriti, da Reuters
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Autoridades de França e do Reino Unido alertaram a população para que abandonasse ​suas rotinas nesta quinta-feira (25), enquanto grande parte da Europa ​Ocidental continua sofrendo com uma onda de calor que já causou dezenas de mortes, interrompeu o fornecimento de energia elétrica e levou ao fechamento de escolas e pontos turísticos.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, ativou o nível mais alto de mobilização dos serviços de saúde diante da onda de calor, o que significa que cirurgias não urgentes podem ser canceladas para que o foco seja o atendimento às ⁠pessoas afetadas pelo calor.

Paris enfrentou mais ​um dia sufocante após as temperaturas na capital francesa atingirem um recorde para junho de ​40,9°C na quarta-feira (24).

Partes do sul da Inglaterra e do País de Gales enfrentaram mais ⁠um dia de temperaturas recordes depois que uma ⁠nova máxima para junho, de 36,1°C, foi provisoriamente registrada no condado de Hampshire, ​no ‌sul da Inglaterra, na quarta-feira (24).

O Met Office britânico prorrogou até sexta-feira (26) um alerta vermelho de calor ⁠que abrange uma vasta área, sendo a primeira vez que tais alertas são emitidos por três dias consecutivos.

“É provável que haja perturbações significativas na vida cotidiana, e a população deve garantir todos os esforços para adaptar suas ‌rotinas ⁠diárias a fim de ‌lidar com esses níveis de calor, que até agora têm sido extremamente raros no Reino Unido”, disse Andy Page, meteorologista-chefe do Met Office.

Mortes por afogamento na França e na Alemanha

A França implementou uma série de ⁠medidas contra ondas de calor depois que uma delas, ⁠em 2003, causou quase 15 mil mortes a mais, sendo os idosos os mais afetados.

Desta vez, pessoas mais jovens ativas são ‌uma grande preocupação, disse Emmanuel Gregoire, prefeito de Paris.

“Na verdade, são as pessoas com idades entre 50 e 70 anos, que geralmente têm boa saúde, mas que acham que este é apenas um período normal e continuam realizando suas atividades habituais como se nada tivesse mudado. Por favor, protejam-se”, declarou ‌ele à emissora TF1.

Pelo menos 48 pessoas morreram na França por afogamento desde o início da onda de calor enquanto tentavam se refrescar, segundo as autoridades, e sabe-se que três crianças pequenas ⁠morreram de calor dentro de carros em dois incidentes distintos.

Desde o final da semana passada, mais de 20 pessoas em toda a Alemanha perderam a vida em acidentes relacionados à natação, informou a Associação Alemã ​de Salvamento em comunicado à agência de notícias Reuters.

Na Itália, a mídia informou que cinco pessoas morreram na quarta-feira (24) em incidentes ​relacionados ao calor.

A onda de calor, que deve atingir seu pico nos próximos três dias, pode colocar em risco a saúde de até 1,5 milhão de trabalhadores italianos, incluindo operários da construção civil, agricultores e entregadores, de acordo com estimativas do sindicato italiano CGIL ‌e da organização de defesa ambiental Greenpeace Itália.