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    Ex-advogado de Trump declara falência após ser condenado a pagar US$ 150 milhões

    Rudy Giuliani terá de indenizar dois ex-funcionários eleitorais da Geórgia por difamação; ele também é ex-prefeito de Nova York

    Ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani deixa tribunal
    Ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani deixa tribunal REUTERS/Bonnie Cash

    Hannah RabinowitzKatelyn PolantzDevan Coleda CNN

    O ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani, que já atuou como advogado do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, pediu falência no Tribunal Federal de Nova York nesta quinta-feira (21), poucos dias depois de um júri ter ordenado que ele pagasse quase US$ 150 milhões a dois ex-funcionários eleitorais da Geórgia por difamação.

    De acordo com o documento, Giuliani listou dívidas entre US$ 100 milhões e US$ 500 milhões e ativos no valor de até US$ 10 milhões.

    A declaração de falência é outro revés para o ex-prefeito de Nova York, promotor federal e ex-candidato à indicação presidencial republicana. Tudo isso acontece por causa do período em que atuou como advogado de Donald Trump após as eleições presidenciais de 2020.

    Giuliani lista quase US$ 1 milhão em impostos não pagos entre as dívidas, bem como centenas de milhares de dólares devidos a advogados e contadores. Ele também lista ações judiciais pendentes, incluindo três casos de difamação sobre declarações que deu após as eleições de 2020 – que ainda não foram a julgamento, e podem aumentar sua dívida se ele for condenado a pagar indenização.

    “O pedido não deve ser uma surpresa para ninguém”, disse o conselheiro político de Giuliani, Ted Goodman.

    “Ninguém poderia razoavelmente acreditar que Rudy Giuliani seria capaz de pagar uma quantia punitiva tão elevada. O pedido vai proporcionar a oportunidade e o tempo para interpor um recurso, ao mesmo tempo em que dará transparência às finanças sob a supervisão do Tribunal de Falências, para garantir que todos os credores sejam tratados de forma igual e justa durante todo o processo”, complementou.

    Isso acontece um dia depois de o juiz federal que supervisionou o caso ter dito que os dois demandantes – Ruby Freeman e Shaye Moss – podem começar a tentar cobrar de Giuliani imediatamente.

    A juíza distrital dos EUA Beryl Howell disse no despacho que Giuliani escapou de “revelar seu valor” ao se recusar a entregar as provas que tinha no caso antes do julgamento; nunca reconheceu ordens judiciais anteriores para que ele reembolsasse honorários advocatícios; e disse repetidamente que está falido.

    Durante o julgamento, o advogado de Giuliani, Joseph Sibley, disse que Freeman e Moss estavam pedindo “o equivalente civil à pena de morte”. “Eles estão tentando acabar com Giuliani”, disse Sibley.

    O ex-prefeito de Nova York pode pedir ao Tribunal de Falências que “desculpe” a dívida com Moss e Freeman –da mesma forma que Alex Jones tentou e não conseguiu fazer em seu caso de difamação de Sandy Hook.

    Mas parte do julgamento final no caso de difamação eleitoral de 2020 contra Giuliani incluiu o reconhecimento de que os difamou com malícia, o que tornará mais difícil para ele escapar de pagar a dívida com eles.

    Entretanto, os advogados de Moss e Freeman indicaram que agiriam rapidamente para pedir penhoras sobre as propriedades existentes de Giuliani em Nova York e na Flórida, e investigar entidades que possam estar dando dinheiro a ele, como a Newsmax, onde tem um programa.

    Veja também: Trump pede adiamento de decisão sobre imunidade

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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