Ex-aliada de Trump diz que Republicanos terão de expulsá-lo do partido
Marjorie Taylor Greene afirmou que o presidente prejudicou o Partido Republicano e que manter o apoio a ele pode comprometer o futuro da legenda

A ex-deputada republicana Marjorie Taylor Greene, que já foi uma das principais aliadas de Donald Trump, afirmou que o Partido Republicano precisará romper com o presidente se quiser continuar competitivo nas eleições.
“Se o Partido Republicano quiser ter alguma chance no futuro, terá que expulsar Donald Trump do partido. Ele o destruiu completamente e o estado atual do Partido Republicano é de uma entidade belicista, corrupta, focada em corporações, que não reflete em nada os valores conservadores de seus eleitores. É uma mentira”, escreveu Greene na rede social X.
Apesar da declaração, Greene disse duvidar que os republicanos abandonem Trump. Segundo ela, muitos integrantes do partido foram eleitos com o apoio do presidente e devem continuar ao lado dele.
“Muitos republicanos eleitos só ganharam por causa do apoio dele”, afirmou. Greene também disse que integrantes do governo devem permanecer leais a Trump na expectativa de receberem indultos.
Nesta semana, Trump afirmou que concederia indultos preventivos ao empresário Elon Musk e a outros funcionários do governo “se fosse necessário”.
Greene também alertou que a permanência do apoio ao presidente pode prejudicar o desempenho eleitoral do partido nas próximas décadas.
“Eles provavelmente vão culpar todo mundo e tudo e continuar a idolatrar Trump. E se continuarem assim, o Partido Republicano não conseguirá vencer eleições em nível nacional por décadas”, declarou.
Rompimento entre Trump e Greene
Trump e Greene romperam politicamente no fim do ano passado, depois que o presidente retirou seu apoio à então deputada. Na ocasião, ele afirmou que ela havia “se desviado para a extrema esquerda” e a chamou de “traidora”.
Greene foi uma das republicanas que pressionaram pela votação para divulgar os arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein. Ela também criticou Trump por priorizar assuntos de política externa em vez da agenda “América Primeiro”.



