Ex-namorada de Epstein diz não acreditar que ele tenha cometido suicídio
Em entrevista à Justiça dos EUA, Ghislaine Maxwell sugeriu que o financista acusado de tráfico sexual tenha sido alvo de um ataque de detentos

Em uma entrevista com altos funcionários do Departamento de Justiça dos EUA, a ex-namorada de Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell, disse desacreditar que ele tenha cometido suicídio na prisão.
A divulgação da entrevista da cúmplice do financista acusado de tráfico sexual acontece em um momento em que o presidente americano Donald Trump e seu governo buscam refrear teorias da conspiração sobre Jeffrey Epstein. Mas, em pelo menos um ponto importante – o suicídio de Epstein – é provável que as alimente.
“Não acredito que ele tenha cometido suicídio, não”, disse Maxwell.
Na entrevista, Maxwell foi questionada sobre quem poderia tê-lo matado, e ela disse que não sabia.
A ex-namorada de Epstein divergiu de muitas teorias da conspiração sobre o suicídio de Epstein, pois disse não acreditar que ele foi morto por estar chantageando pessoas. Em vez disso, sugeriu que poderia ter sido um ataque de detentos.
“Na prisão, onde estou, eles matam você ou pagam – alguém pode pagar um prisioneiro para matá-lo por US$ 25 em refeitório”, disse Maxwell. “Essa é a taxa de homicídio com uma fechadura hoje em dia.”
Maxwell também afirmou que não tinha conhecimento de nenhuma "lista de clientes" de Epstein. As amizades do ex-financista com ricos e poderosos alimentaram teorias de conspiração de que outros estavam envolvidos em seus crimes, mas ninguém além dele e de Maxwell foi acusado.
A ex-namorada de Epstein cumpre uma sentença de 20 anos após sua condenação por tráfico sexual em 2021. A promotoria afirma que ela recrutou meninas menores de idade para Epstein abusar durante encontros que começaram como massagens e depois se transformaram em atividade sexual indesejada.
Ela pediu à Suprema Corte dos EUA que anulasse sua condenação.
Uma pesquisa recente da Reuters-Ipsos descobriu que 60% dos americanos disseram que acreditam que o governo está escondendo informações sobre a morte de Epstein.


