Ex-namorada de Epstein fará novo apelo por libertação da prisão

Ghislaine Maxwell foi condenada por aliciar jovens para o tráfico sexual e cumpre pena de 20 anos; ex-socialite britânica entrará com pedido de habeas corpus

Kara Scannell, da CNN
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Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Jeffrey Epstein e condenada por aliciar jovens para o tráfico sexual, planeja pedir a um juiz sua libertação da prisão, de acordo com um novo documento judicial.

Em uma carta ao juiz Paul Engelmayer, protocolada nesta quarta-feira (3), o advogado de Maxwell afirmou que a ex-socialite britânica entrará em breve com um pedido de habeas corpus buscando sua libertação da prisão onde cumpre pena de 20 anos.

O advogado, David Oscar Markus, afirmo que pediu para que fossem divulgadas as transcrições do grande júri e modificada uma ordem de proteção em seu processo criminal.

Ele disse que Maxwell “não toma posição” quanto à divulgação dos materiais, mas declarou que a divulgação de arquivos, que contêm alegações não testadas ou comprovadas, criaria um prejuízo que impediria a possibilidade de um novo julgamento.

O documento não especificava quais seriam os argumentos de Maxwell para solicitar sua libertação.

Recentemente, a Suprema Corte rejeitou o recurso de Maxwell contra sua condenação e sentença.

Ela foi condenada por tráfico sexual de menores em 2021 e estava detida em uma prisão de segurança mínima em Tallahassee, Flórida, mas foi transferida para uma prisão de segurança mínima menos restritiva em Bryan, Texas. 

A transferência gerou controvérsia sobre se ela estaria recebendo tratamento preferencial para ajudar o governo.

A defesa nega que Maxwell esteja buscando um indulto. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que precisaria "analisar" conceder perdão a ela.

O governo Trump tem sido alvo de críticas por não divulgar os registros relacionados às suas investigações sobre Epstein e Maxwell.

Após meses se recusando a dar acesso público aos registros, o líder republicano mudou de posição no mês passado e sancionou um projeto de lei, com amplo apoio do Congresso, que exige a divulgação dos registros em até 30 dias.

O Departamento de Justiça solicitou aos juízes responsáveis ​​pelos casos Epstein e Maxwell que divulgassem as transcrições do grande júri e modificassem as ordens de proteção para que pudessem tornar públicos registros financeiros, documentos de viagem, mandados de busca e apreensão e anotações de entrevistas com as vítimas.

Nesta quarta-feira (3), os advogados do espólio de Epstein disseram ao juiz que não se posicionam quanto à divulgação dos registros, dado o "compromisso" do governo em ocultar informações pessoais e de identificação das vítimas.