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    Extrema direita avança em votação do Parlamento Europeu; veja projeções

    Segundo estimativa oficial, o pleito para renovação do parlamento europeu teve 51% de participação

    Eleição define futuro do Parlamento Europeu
    Eleição define futuro do Parlamento Europeu Reuters

    Da CNN Brasil

    Os eleitores da União Europeia foram às urnas em todos os 27 Estados do bloco entre quinta-feira (6) e este domingo (9). Segundo estimativa oficial, o pleito para renovação do parlamento europeu teve 51% de participação. Veja as principais projeções.

    Projeções pós-votação

    O Partido Popular Europeu (PPE), sigla de centro-direita, conquistou mais cinco assentos no parlamento para contar com 181 eurodeputados. Em um discurso após a divulgação da projeção, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen disse que o PPE é a âncora da estabilidade e nenhuma maioria no parlamento poderá ser formada sem a sigla.

    A chefe da Comissão Europeia busca um segundo mandato de mais cinco anos à frente do poderoso braço executivo da União Europeia e, mesmo com a liderança de seu partido, Von Der Leyen ainda pode precisar de apoio da direita, como o partido de Gioriga Meloni, premiê italiana.

    Alemanha

    O partido Alternativa para Alemanha (AfD), de extrema direita, ficou em segundo lugar, atrás dos conservadores da oposição com 16,5% dos votos, um aumento de 5% em relação ao resultado de 2019, de acordo com uma pesquisa de boca-de-urna publicada pela emissora pública ARD.

    O Partido Democrata Cristão (CDU), de centro-direita, está projetado para ganhar 29,5% dos votos, tornando-se o partido mais forte.

    A pesquisa indica, ainda, um fraco desempenho do Partido Social-Democrata (SPD), do chanceler alemão Olaf Scholz, que terminou em terceiro lugar com 14%.

    Áustria

    Na Áustria, o Partido da Liberdade, de extrema direita, é o provável vencedor da votação, de acordo com uma pesquisa baseada em levantamentos realizados na semana passada e publicada quando a votação foi encerrada na noite de domingo. Se confirmada, essa será a primeira vitória da sigla em uma eleição europeia.

    A Áustria é um país relativamente pequeno com apenas 20 assentos no Parlamento Europeu. O resultado é, em certa medida, um ensaio para as eleições parlamentares do país no final deste ano.

    Bélgica

    O Nova Aliança Flamenga (N-VA) deve continuar como o maior partido da Bélgica, resistindo a um aumento maior do partido de extrema-direita Vlaams Belang (VB), que teve o maior ganho.

    Os liberais flamengos do Primeiro-Ministro Alexander De Croo caíram, enquanto o partido liberal de língua francesa Mouvement Reformateur foi o maior em Bruxelas e na Valônia, colocando o país no caminho para meses de negociações desafiadoras da coalizão.

    Bulgária

    As projeções na Bulgária indicam que o partido de centro-direita GERB deve vencer a eleição do domingo, mas terá que encontrar parceiros de coalizão para formar um governo. O reformista Nós Continuamos a Mudança foi projetado para o segundo lugar e o ultranacionalista Revival, deve ficar em terceiro.

    Eslováquia

    O Eslováquia Progressista, um partido de oposição liberal e pró-ocidente na Eslováquia, derrotou o SMER-SD, o maior partido do governo nacionalista de esquerda liderado pelo primeiro-ministro Robert Fico, que sobreviveu a uma tentativa de assassinato no mês passado.

    França

    Na França, o partido de extrema-direita União Nacional (RN) chegou ao topo com 31,5% dos votos, mais do que o dobro da participação do partido Renascimento do presidente francês Emmanuel Macron, que ficou em segundo lugar com 15,2%, à frente dos socialistas em terceiro com 14,3%.

    Os resultados levaram o presidente francês, Emmanuel Macron, a dissolver a Assembleia Nacional e convocar eleições legistlativas antecipadas.

    Hungria

    O partido Fidesz, do primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, em coalizão com o Partido Popular Democrata-Cristão (KDNP) do país, chegou ao topo com 43,7% dos votos, de acordo com uma pesquisa de saída.

    No entanto, esta é uma queda de cerca de 10% no apoio desde 2019. Em segundo lugar, o partido Tisza, liderado pelo recém-chegado político Peter Magyar, ganhou 30,7%.

    Itália

    O grupo ultraconservador Irmãos da Itália, liderado pela Primeira-Ministra Giorgia Meloni, obteve a maioria dos votos na eleição parlamentar europeia, mostraram os resultados iniciais, fortalecendo sua posição tanto em casa quanto no exterior.

    O Partido Democrata de centro-esquerda da oposição ficou em segundo lugar com 23,7%, enquanto outro grupo de oposição, o Movimento 5 Estrelas, ficou em terceiro lugar com 10,5% — seu pior desempenho em nível nacional desde sua criação em 2009.

    Polônia

    Na Polônia, o maior integrante do leste da União Europeia, a Coligação Cívica (KO) centrista do Primeiro-Ministro Donald Tusk, foi projetada como vencedora da votação europeia, segundo uma pesquisa de boca de urna, dando um passo para se estabelecer como a força dominante no país após uma campanha tomada por preocupações de segurança.

    Romênia

    Na Romênia, a coalizão governante dos social-democratas esquerdistas (PSD) e dos liberais de centro-direita (PNL) obteve 54% dos votos nas eleições para o Parlamento Europeu em que concorreram em listas conjuntas, segundo uma pesquisa de boca de urna.

    O AUR, um grupo de extrema direita fundado há cinco anos e que se opõe à imigração e à ajuda militar para a Ucrânia, ficou em segundo lugar nas pesquisas europeias, com 14% dos votos.

    República Checa

    Na República Checa, a ANO, oposição populista, bateu o grupo de centro-direita Spolu, que lidera o governo.