Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Falta de água potável em Gaza está à beira de “se tornar catástrofe”, diz chefe da Unicef

    Catherine Russell descreveu em mensagem à ONU o impacto do pesado bombardeio de infraestruturas civis no enclave

    Richard RothNiamh Kennedyda CNN

    A chefe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) emitiu nesta segunda-feira (30) um alerta sobre o abastecimento de água em Gaza, afirmando que a situação está à beira de “se tornar uma catástrofe”.

    Catherine Russell, que lidera a agência fornece ajuda humanitária a crianças, descreveu ao Conselho de Segurança da ONU o impacto devastador do pesado bombardeio de infraestruturas civis em Gaza.

    “A pouca água potável que resta em Gaza está se esgotando rapidamente, deixando mais de 2 milhões de pessoas em extrema necessidade. Estimamos que 55% da infraestrutura de abastecimento de água necessita de reparo ou reabilitação”, disse Russell.

    “Apenas uma estação de dessalinização está funcionando, com apenas 5% da capacidade, enquanto todas as seis estações de tratamento de águas residuais de Gaza estão agora inoperantes devido à falta de combustível ou energia”, prosseguiu.

    Russell descreveu a situação atual como estando “à beira de se tornar uma catástrofe”, explicando que mais civis provavelmente morrerão de desidratação e doenças transmitidas pela água, a menos que o abastecimento de água potável seja restaurado.

    Além das difíceis condições ambientais, Russell chamou a atenção para o “terrível trauma” vivido pelas crianças em Israel, em Gaza e na Cisjordânia ocupada.

    “Estamos fazendo o nosso melhor para chegar a todas as crianças necessitadas, mas a entrega de ajuda humanitária – especialmente a Gaza – é agora extremamente desafiadora. Isto se deve tanto as atuais condições de cerco impostas a Gaza como as circunstâncias altamente perigosas sob as quais o nosso pessoal está operando”, continuou.

    A líder da Unicef disse que sem “um fim urgente” da guerra, teme “profundamente” pelo destino das crianças da região.

    “Imploro ao Conselho de Segurança que adote imediatamente uma resolução que lembre as partes das suas obrigações ao abrigo do direito internacional… apele a um cessar-fogo… exija que as partes permitam o acesso humanitário seguro e desimpedido… exija a libertação imediata e segura de todas as crianças raptadas e detidas… e inste as partes a concederem às crianças a proteção especial a que têm direito”, acrescentou.

    “As crianças não iniciam conflitos e são impotentes para os impedir. Eles precisam de todos nós para colocar a sua segurança na vanguarda dos nossos esforços”, concluiu.

    Veja também: Brasileiros em Gaza relatam dificuldade para obter água

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

    versão original