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    “Ficamos surpresos”, diz vice-presidente da Conib sobre presença de pessoas ligadas ao Hezbollah no Brasil

    Confederação Israelita do Brasil defende investigação sobre atos de grupos extremistas no paí

    Integrantes do Hezbollah marcham em Beirute
    Integrantes do Hezbollah marcham em Beirute 31/05/2019REUTERS/Aziz Taher

    Isabelle Salemeda CNN

    Em São Paulo

    O vice-presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Daniel Bialski, se disse surpreso com a notícia de que o Hezbollah planejava um ataque contra prédios da comunidade judaica no país.

    Na quarta-feira (8), dois homens foram presos em São Paulo sob suspeita de que preparavam ataques terroristas contra prédios da comunidade judaica no país. Um dos detidos foi apreendido no aeroporto de Guarulhos, com US$ 5.000 após retornar de uma viagem ao Líbano. A polícia acredita que ele tenha chegado com o intuito de repassar informações a um companheiro e dar seguimento aos ataques.

    Vídeo: Brasileiros ligados ao Hezbollah preparavam ataques no Brasil, diz PF

    Em depoimento, um dos investigados por planejar os supostos ataques disse que foi recrutado pelo Hezbollah. A Interpol também foi acionada para prender dois brasileiros no Líbano. Eles agora são considerados foragidos internacionais.

    “Isso tem que servir de alerta para que as pessoas que pensam que fomentar o antissemitismo, aplaudir o Hamas, é algo simples. Não é algo simples. A gente não pode aderir a esse tipo de conduta. O Brasil tem que continuar sendo um lugar de boa convivência entre todos os povos e todas as religiões”, afirmou Bialski.

    O vice-presidente da Conib defendeu que a investigação sobre atos de grupos extremistas no país continue.

    “Da mesma forma que o Hezbollah, o Hamas também tem pessoas aqui que incentivam os seus atos. Então, todas essas pessoas têm que ser investigadas. Todas essas pessoas têm que entender que no Brasil antissemitismo é crime.”

    Bialski acrescentou que “a lei que engloba o antissemitismo pode dar prisão, sim”. “Então, essas pessoas que controlem suas palavras, controlem os seus sentimentos, controlem o seu ódio. Porque se eles agirem dessa forma, não só a Conib vai representar ao poder público mas eu tenho certeza que a polícia, o Ministério Público vão atuar de forma independente para buscar essas pessoas, para processar essas pessoas e para punir todas essas pessoas”, disse o vice-presidente da Conib.

    Segundo a lei brasileira, tanto recrutadores quanto recrutados devem responder pelos crimes de constituir ou integrar organizações terroristas, além de realizar atos preparatórios de terrorismo. A pena máxima pode chegar a 15 anos e 6 meses de prisão, sem possibilidade de fiança ou anistia, visto que os crimes previstos na Lei de Terrorismo são equiparados a hediondos.