Filhos de Trump são intimados a depor em inquérito sobre negócios da família

Procuradora-geral de Nova York apura se a Organização Trump manipulou valores de propriedades da empresa

Kara ScannellSonia Mogheda CNN

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O gabinete da procuradora-geral de Nova York intimou dois dos filhos do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump a testemunhar na investigação civil que apura se a Organização Trump manipulou os valores de suas propriedades.

A informação foi divulgada publicamente nesta segunda-feira (3), em um processo judicial no qual o juiz definiu um cronograma para lidar com uma disputa sobre as intimações para depoimento de Donald Trump, Ivanka Trump e Donald Trump Jr.

O gabinete da procuradora-geral já intimou o ex-presidente para depoimento e estabeleceu como prazo o dia 7 de janeiro. Os advogados de Trump disseram que iriam tomar medidas para anular a intimação.

Um advogado de Ivanka Trump e Trump Jr. não respondeu a um pedido de comentário.

Eric Trump, vice-presidente executivo da empresa, foi intimado anteriormente e prestou depoimento no final de 2020.

As intimações contra os filhos de Trump vêm em meio a uma investigação criminal em andamento sobre a Organização Trump e seus executivos para apurar se eles inflaram o valor de alguns de seus ativos.

Os promotores do gabinete do procurador do distrito de Manhattan entrevistaram outras testemunhas do caso nas últimas semanas. O gabinete da procuradora-geral de Nova York se juntou ao procurador distrital na investigação criminal no início deste ano.

A Organização Trump disse que a apuração da procuradora-geral Letitia James é politicamente motivada.

“Letitia James é a procuradora-geral mais antiética que este país já viu”, disse Alina Habba, advogada que representa a empresa. “A maneira como ela armou seu escritório por meio dessa caça às bruxas política ultrapassa todos os limites dos padrões do Ministério Público e viola os direitos constitucionais básicos. Suas ações são uma ameaça à nossa democracia e pretendo responsabilizá-la em toda a extensão”, complementou.

A Organização Trump processou o escritório de James no mês passado, alegando que ela é tendenciosa e que sua investigação sobre o ex-presidente e sua empresa é inconstitucional. Também foi feito um pedido a um juiz para que seja bloqueada a investigação civil.

O escritório de James disse em um comunicado que a empresa tentou repetidamente atrasar a investigação sobre suas negociações comerciais, acrescentando: “Nossa investigação continuará implacável, porque ninguém está acima da lei, nem mesmo alguém com o nome de Trump”.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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