Filipinas proíbem entrada de não vacinados no transporte público

Capital do país, Manila enfrenta nova onda de casos; apenas cerca de metade da população filipina já está totalmente vacinada contra a Covid-19

Idosa recebe vacina contra a Covid-19 em ação de vacinação nas Filipinas.
Idosa recebe vacina contra a Covid-19 em ação de vacinação nas Filipinas. Foto: Getty Images

Neil Jerome Moralesda Reuters

em Manila

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As Filipinas vão levar adiante seu plano na próxima semana de banir do transporte público pessoas que não estão vacinadas contra a Covid-19, disseram as autoridades do país nesta sexta-feira (14), enquanto o país luta para conter um aumento de infecções.

A proibição se aplica à região da capital notoriamente congestionada por cerca de 13 milhões de pessoas, onde a maioria dos novos casos surgiram, mas a medida enfrentou forte oposição da comissão de direitos humanos do país, que a chamou de restritiva e discriminatória.

Mas o Ministério dos Transportes disse na sexta-feira que não haveria como interromper o plano, que era necessário para conter a disseminação e impedir que o sistema de saúde ficasse sobrecarregado.

As Filipinas vacinaram totalmente cerca de metade de sua população de 110 milhões de pessoas.

Embora quase todos os residentes na região da capital tenham sido vacinados, as autoridades dizem que há muitos migrantes não registrados lá, enquanto crianças e alguns idosos não foram vacinados.

As Filipinas registraram 37.207 novas infecções pela Covid-19 nesta sexta-feira, um novo recorde pela quinta vez em duas semanas. Até agora, 3,12 milhões de pessoas foram infectadas e mais de 53 mil morreram de COVID-19 nas Filipinas.

A proibição de transportes acontece após uma ameaça feita na semana passada pelo presidente Rodrigo Duterte de prender pessoas não vacinadas. O Ministério do Interior ordenou nesta semana que as autoridades regionais listem todos aqueles que não receberam a vacina.

A ordem pode levar a violações de direitos de privacidade e outras violações de direitos humanos, de acordo com Leila De Lima, senadora detida e crítica de Duterte, que comparou as listas àquelas usadas para identificar viciados em drogas, muitos dos quais foram misteriosamente mortos durante o governo do presidente.

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