Finlândia: cláusula de defesa da União Europeia pode ser salvaguarda antes da Otan

País, que faz fronteira com a Rússia, deve ingressar com pedido para ser integrante da Otan em breve

Bandeiras da União Europeia em Bruxelas
Bandeiras da União Europeia em Bruxelas 19/09/2019 REUTERS/Yves Herman

Reuters

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A Finlândia analisa o acordo de defesa mútua da União Europeia como uma salvaguarda de segurança enquanto seu pedido à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é processado, disse o ministro das Relações Exteriores Pekka Haavisto a parlamentares do bloco europeu nesta quinta-feira (12).

“É claro que temos conversado com nossos amigos da UE que tipo de apoio poderia ser, por exemplo, o artigo 42.7 nessas circunstâncias”, disse ele, dirigindo-se aos legisladores da UE por meio de uma chamada de vídeo.

O ministro referia-se à cláusula de defesa mútua da UE, que afirma que “se um estado-membro for vítima de agressão armada no seu território, os outros estados-membros terão para com ele a obrigação de ajuda e assistência por todos os meios ao seu alcance”, em acordo com as regras de autodefesa das Nações Unidas.

“Acho que seria muito importante sublinhar a solidariedade de acordo com esse artigo, porque isso é em nossa mente algo que já existe”, disse Haavisto.

Adesão à Otan

Desde a invasão russa da Ucrânia, Finlândia e Suécia estão considerando a possibilidade de solicitar a adesão à aliança, o que marcaria uma importante mudança política para a região nórdica.

O presidente e a primeira-ministra da Finlândia anunciaram seu apoio ao ingresso do país nesta quinta-feira, movendo a nação nórdica, que compartilha uma fronteira de 1.300 km com a Rússia, a um passo mais perto da adesão à aliança militar liderada pelos Estados Unidos.

“A adesão à Otan fortaleceria a segurança da Finlândia. Como membro da Otan, a Finlândia fortaleceria toda a aliança de defesa. A Finlândia deve solicitar a adesão à Otan sem demora. Esperamos que as medidas nacionais ainda necessárias para a decisão sejam tomada rapidamente nos próximos dias”, declararam o presidente Sauli Niinisto e a primeira-ministra Sanna Marin em um comunicado.

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