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    Fome atingiu mais de 700 milhões de pessoas no mundo em 2021, diz ONU

    Relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado nesta quarta-feira (6), traz panorama global sobre insegurança alimentar

    Alimentos in natura
    Alimentos in natura Alexander Schimmeck/ Unsplash

    Lucas SchroederGiovanna Inoueda CNN

    em São Paulo

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    Segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (6) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), entre 702 e 828 milhões de pessoas foram afetadas pela fome em 2021.

    O número cresceu cerca de 150 milhões desde o início da pandemia de Covid-19 – mais de 103 milhões de pessoas entre 2019 e 2020 e 46 milhões em 2021.

    As projeções são de que cerca de 670 milhões de pessoas ainda enfrentarão fome em 2030 – 8% da população mundial -, o mesmo que em 2015, quando a Agenda 2030, plano da Organização das Nações Unidas (ONU) para melhorar as condições de vida de povos e nações, foi lançada.

    Cerca de 2,3 bilhões de pessoas no mundo estavam com insegurança alimentar moderada ou grave em 2021 – 29% da população mundial – e 931 milhões da população mundial (11,7% da população total) enfrentavam insegurança alimentar em níveis graves.

    A insegurança alimentar moderada refere-se ao nível de gravidade em que as pessoas enfrentam incertezas sobre sua capacidade de obter alimentos e são forçadas a reduzir, em alguns momentos do ano, a qualidade e/ou quantidade dos alimentos que consomem por falta de dinheiro ou outros recursos.

    A FAO classifica de insegurança alimentar severa quando as pessoas provavelmente ficaram sem comida, passaram fome e, no mais extremo, ficaram dias sem comer, colocando sua saúde e bem-estar em grave risco, com base na Escala de Experiência de Insegurança Alimentar (FIES).

    Quase 3,1 bilhões de pessoas não puderam pagar uma alimentação saudável em 2020. Isso representa 112 milhões a mais do que em 2019, refletindo a inflação nos preços dos alimentos ao consumidor decorrente dos impactos econômicos da pandemia de Covid-19 e das medidas adotadas para contê-la.

    Insegurança alimentar grave afeta 15,4 milhões de brasileiros

    A prevalência da insegurança alimentar grave atingiu 15,4 milhões de brasileiros (7,3% da população) entre os anos de 2019 e 2021.

    Os dados mostram um crescimento nos números em comparação com o período antes da pandemia de coronavírus. De 2014 a 2016, a quantidade de brasileiros afetados pela insegurança alimentar grave foi de 3,9 milhões, ou 1,9%.

    O relatório também aponta que 61,3 milhões de brasileiros sofreram entre 2019 e 2021 com insegurança alimentar moderada ou grave, ou 28,9% da população. Em comparação, o período de 2014 e 2016 apontou 37,5 milhões de pessoas (18,3%).

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