Forças israelenses afirmam ter atacado "centro de comando" do Irã no Líbano

Mais de 200 pessoas morreram nos ataques aéreos no país desde o início do conflito, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano

Max Saltman e Dana Karni, Kareem El Damanhoury, da CNN
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As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter atacado um "centro de comando" iraniano no bairro de Dahieh, em Beirute, entre outros alvos, nesta sexta-feira (6), enquanto a guerra continua entre Irã, Israel e os EUA.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram ter atacado um "centro de comando da Força Aérea" do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), além de outros centros de comando utilizados pela marinha, unidade financeira e conselho operacional do Hezbollah.

“Antes do ataque, foram tomadas medidas para mitigar os danos aos civis, incluindo o uso de munição de precisão, vigilância aérea e informações adicionais de inteligência”, disseram as Forças de Defesa de Israel (IDF), acrescentando que já atacaram mais de 500 locais desde o início da guerra.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, Eyal Zamir, afirmou durante uma visita ao norte do país que as Forças de Defesa de Israel "não abrirão mão do desarmamento do Hezbollah" entre seus objetivos de guerra.

Pelo menos 217 pessoas morreram e 798 ficaram feridas nos ataques aéreos em curso, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano nesta sexta-feira (6), citando o Ministério da Saúde.

Além de mortes e feridos, a abrangente ordem de evacuação de Israel, que exige que os moradores ao sul do rio Litani, no Líbano, se desloquem para o norte, resultou em mais de 109 mil pessoas em abrigos para deslocados, segundo o governo libanês.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".