França liberta saudita após confundi-lo com um dos assassinos de jornalista
Jamal Khashoggi, saudita e colunista do Washington Post, criticou a Arábia Saudita e foi morto em 2 de outubro de 2018

As autoridades francesas libertaram um homem saudita, detido na terça-feira (7), após confundi-lo com um dos assassinos do jornalista Jamal Khashoggi.
O homem de 33 anos foi detido no Aeroporto Charles de Gaulle de Paris, antes de seu voo para Riade às 9h30, no horário local, e estava viajando com o passaporte original, disse a polícia francesa à CNN.
A estação de rádio francesa RTL, citando a polícia francesa e fontes judiciais, também relatou, na terça-feira, que o homem estava ligado ao esquadrão que assassinou Khashoggi em Istambul, em 2018.
Mas, a embaixada saudita na França disse que o homem detido "não tinha nada a ver com o caso em questão" e pediu sua "libertação imediata". Horas depois, na quarta-feira (8), o homem detido injustamente foi libertado, disseram os promotores.
"Depois de verificações completas da identidade dessa pessoa, ficou estabelecido que o mandado não se aplicava a ela", disse o promotor geral do Tribunal de Apelações de Paris. "Ao final de sua detenção judicial, ele foi libertado", acrescentou o promotor.
Jamal Khashoggi
Khashoggi, jornalista saudita e colunista do Washington Post, criticou a Arábia Saudita e as políticas do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. Ele foi morto e supostamente esquartejado em 2 de outubro de 2018, no consulado saudita em Istambul, por homens próximos aos mais altos escalões do governo saudita e bin Salman.
Na terça-feira, relatos da mídia francesa identificaram erroneamente o homem detido como Khaled Aedh Al-Otaibi - um dos 16 indivíduos banidos dos Estados Unidos pelo Departamento de Estado em abril de 2019 por "seus papéis no assassinato de Jamal Khashoggi".
(Texto traduzido, leia original em inglês aqui)

